segunda-feira, 2 de novembro de 2009

ROMPENDO EM FÉ

Durante todo o Seu ministério terreno, Jesus demonstrou claramente o poder de Deus através de Seus atos e palavras. Da mesma forma que exercia o poder sobrenatural em Suas ações, também revelava-o através de Suas ordens aos homens, propondo-lhes novos desafios e novas atitudes diante das circunstâncias. Em todos os casos podemos verificar que o poder de Deus se manifestou após ou em meio às turbulências da vida. Verificamos na Bíblia esta constância: Quando Deus quer abençoar alguém, Ele o conduz a um deserto árido, a uma enfermidade debilitadora ou a alguma dificuldade aparentemente intransponível, impossível aos homens, porém possível a Deus. Porque para Deus não há impossíveis. Seu poder excede todas as expectativas humanas.


Dito isto, pensemos em algumas lições importantes que os textos nos sugerem:

Rompendo em fé na palavra de Jesus

_ “Naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes Jesus: Passemos para a outra margem”.[1]


Se o Senhor Jesus disse para passarem para o outro lado, não poderiam perecer no mar, porque “nenhum dos Seus planos pode ser frustrado”.[2] Sua palavra permanecesse para sempre. Deus é soberano sobre todas as coisas e o homem é responsável pelos seus atos. Todos os nossos dias estão contados diante do Senhor, como nos diz a Sua Palavra.[3]


A fé começa com a receptividade, quando você escuta a mensagem, e continua com a perseverança cristã. Assim, pois, a vida cristã começa com a fé e permanecerá como seu instrumento até o fim. E o primeiro passo para se exercitar a fé é ouvir – voltar-se, dar atenção, etc. O segundo passo é o compromisso com Deus, responsabilidade. O terceiro passo para se exercitar a fé é confiar que Jesus é o mesmo hoje.

Rompendo em fé na presença de Jesus

Os discípulos estavam com Jesus, o poderoso Deus estava presente, atuante, visível. Eles haviam experimentado a manifestação gloriosa de Seu poder. Os fatos ocorridos recentemente deveriam estar ainda muito presente, vivo, em suas mentes. Certamente, tudo quanto haviam presenciado fora tão marcante e importante para eles! Logo, não poderiam esquecer tão rapidamente... Será?


Os discípulos precisavam fazer uso, tomar posse do PODER INVISÍVEL. Jesus estava ali e eles não se davam conta disso... Não percebiam que Ele era e continua sendo a PRESENÇA QUE SUPRE: “E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”.[4]

Rompendo em fé, olhando para frente: “Passemos para a outra margem”[5]

Precisamos olhar fixamente para o Alvo, para não perdermos o rumo, nem cairmos no desânimo. Principalmente, pela expectativa das promessas divinas aos que crêem.

Rompendo em fé, olhando para trás

_ “E eles, despedindo a multidão, o levaram assim como estava, no barco; e outros barcos o seguiam”.[6]


Se Jesus está conosco, estamos sendo seguidos por muitos; não podemos decepcioná-los. E, certamente, o Senhor não permitirá que pereçamos, pois também nós estamos aprendendo com Ele. Mas não podemos nos esquecer de que as pessoas estão olhando para nós. Somos observados por aqueles que caminham conosco, nossos cônjuges, filhos, amigos, vizinhos e colegas de trabalho. Todos estão atentos às nossas reações diante dos conflitos da vida; querem saber a “razão da nossa esperança”. E, muitas vezes, nossas atitudes e reações são determinantes para centenas de pessoas.

Rompendo em fé no poder soberano de Jesus: “E Jesus estava na popa, dormindo sobre o travesseiro” ([7])


Deus controla firmemente este mundo. Nada escapa de Seu controle; Ele está cumprindo plenamente o Seu propósito no mundo. Nada acontece por acaso, nem um simples e pequenino pardal vive e morre fora do controle divino. E nem mesmo os cabelos de nossas cabeças estão fora do controle divino. Ele é Deus, o Senhor do Universo! Ele é quem tem o direito sobre toda criatura. O nosso Senhor está perto, sempre. O mar das dificuldades não tem poder para afastá-Lo de nós. Para o poder de Deus se manifestar, não é necessário fazer secar o mar para atravessarmos de pé enxuto. Deus quer nos carregar sobre as ondas do mar da vida! Não precisa secar o mar, Ele pode superar o mar. Não importa quais sejam as adversidades, Jesus quer nos fazer vitoriosos sobre o mar. Um dia, então, constataremos o que escreveu João: “E o mar já não existe...”[8]

Rompendo em fé na certeza de que as tempestades da vida são oportunidades, ou degraus através dos quais exercitamos a nossa fé
­
Deus trabalha com o nosso pouco. Deus quer fazer de cada um de nós um milagre. Quer renovar a nossa força. Deus pode restaurar a sua vida, não apenas a sua alma. Deus pode revigorá-lo na totalidade de seu ser, para que você obtenha a vida plena. Ele quer que você viva com qualidade, quer que você seja vitorioso em todos os sentidos! Temos que viver hoje. Não importa o que aconteça no dia, eu recebo de Deus a força suficiente para enfrentá-lo. Mas eu não tenho força para viver o dia de amanhã, que não existe ainda. Deus dá força para você viver hoje: “Os que esperam no Senhor renovarão as suas forças...”[9]


Que Deus nos abençoe a fim de que possamos utilizar as tribulações que nos sobrevêm como motivos para oração e exaltação ao nosso Salvador. Pois que a nossa vitória já está assegurada em Cristo Jesus, nosso Senhor. A luta continua; precisamos continuar rompendo em fé!
Para finalizar, atentemos para a letra do lindo hino escrito composto por G. A. Young, infelizmente tão pouco conhecido por nossas igrejas:



DEUS GUIA SEUS FILHOS EM PAZ

Aos pastos bem verdes, na sombra ou calor, Deus guia seus filhos em paz; às águas tranquilas, de puro frescor, Deus guia seus filhos em paz.

Pelas montanhas ou pelo mar, pela fornalha que vem nos provar, pelas tristezas, mas sempre a cantar, Deus aos seus filhos em paz vai guiar.

Às vezes, ao monte de glória e fulgor Deus guia seus filhos em paz; às vezes, ao vale sombrio de dor, Deus guia seus filhos em paz.

Se mágoas nos cercam e vis tentações, Deus guia seus filhos em paz; e dá-lhes vitórias em mil provações, Deus guia seus filhos em paz.

Dos males da terra que aqui nos detém, Deus guia seus filhos em paz; às glórias eternas do reino de além, Deus guia seus filhos em paz” ([10]).

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br
www.midiasound.com
wwww.oswaldojacob.blogspot.com
[1] Mc 4.35
[2] Jó 42.2
[3] Sl 139
[4] Mt 28.20
[5] Mc 4.35 b
[6] Mc 4.36
[7] Mc 4.38a
[8] Ap 21.1
[9] Is 40.31
[10] Hino No 35 HCC

CABEÇA CHEIA E CORAÇÃO VAZIO

Aprendi que erudição e piedade devem sempre andar juntas. Pelas minhas observações, vejo que poucos têm esta convicção.

O que tenho percebido é que há muitos teólogos, mas poucos líderes comprometidos com os ensinos do Mestre. A maioria está mais preocupada em ler e produzir material do que vivenciar os princípios do evangelho da graça no dia a dia da igreja e da comunidade em volta. Temos uma forte tendência de encher a nossa cabeça com princípios teológicos e o nosso coração ficar vazio de sentimentos cristãos.

Precisamos unir o que sabemos com o que vivemos. A nossa cabeça deve transmitir para o coração as verdades assimiladas. Razão e emoção devem ser convergentes. Ensino e prática devem andar juntos. Nas regiões onde o evangelho esfriou (principalmente na Europa Ocidental), as cabeças estavam cheias de teologia e os corações, vazios. Temos uma forte tendência de ensinarmos o que não praticamos.

Pregamos profissionalmente e não devocionalmente. A pregação e o ensino devem ser fruto de intimidade com o Deus Sublime e Santo e o relacionamento rico com o outro. O saber deve resultar no viver. A mente tem a ver com o saber, mas o coração com o viver. A mente armazena e o coração processa pelas emoções.

O perigo é escrevermos textos fora da nossa realidade vivencial. Há escritores sem nenhuma simpatia, mas tentam passá-la nos seus textos. Teologia se faz no terreno da experiência com o Senhor e com o nosso próximo.

Os melhores textos são aqueles que são produzidos com o coração fervente, envolvente e, ao mesmo tempo, transcendente. É muito fácil produzir textos a partir do mosteiro, da cela monástica sem nenhuma vida, apenas teorizações.

Somos tentados a todo momento a sermos teóricos. Os escribas e fariseus eram mestres da religião, mas tão distantes do Senhor e do próximo. Nós, os escritores simples ou sofisticados, temos a tendência ao isolacionismo, com profunda dificuldade nos relacionamentos. Há elementos que são antipáticos, antisociais e elitistas.

A cultura que realmente satisfaz é aquela que é fruto da minha convivência com Deus e com o meu próximo. Na verdade, não temos paciência com pessoas que consideramos “chatas” como se não fôssemos também. É insuportável do ponto vista humano conviver com pessoas com carências no relacionamento.

É duro você ler um artigo ou um livro de alguém que não manifesta empatia, simpatia e amor. Como leitores e produtores de textos somos tendentes a vivermos em nossos casulos e esquecermos que o ser humano, feito à imagem e semelhança do Senhor, deve receber toda a nossa atenção.

Devemos ter cabeça cheia e coração cheio. Cabeça cheia de pensamentos positivos acerca do outro e de coisas excelentes (Fil 4.8) e coração cheio de amor para repartir. Como crentes, somos desafiados a ser como Jesus, que sempre foi manso e humilde de coração (Mt 11.29). Como leitores e escritores, sejamos alunos do Mestre Jesus, que sempre teve a Sua vida voltada para o alto, para o seu interior e para o próximo.

Jesus é o nosso exemplo de coração cheio de amor e cabeça cheia de pensamentos positivos acerca de nós. A Sua mente e o Seu coração estavam debaixo da autoridade do Pai. Não era a Sua vontade, mas a vontade do Pai. O teólogo é aquele que busca a profundidade do relacionamento com Deus e com o outro. Devemos aprender a ouvir o outro, mas principalmente ao Senhor.

Na estrada da vida, o teólogo sempre encontra os caminhantes, os maltrapilhos com os quais ele deve se relacionar, amar profundamente em Cristo para então ter os subsídios para sua vida. Aqui está a riqueza da teologia que parte de cima e de baixo – Deus e o homem, Sua obra-prima tão amada. Sejamos homens e mulheres cujas mentes sejam a de Cristo (1 Co 2.16) e cujos corações tenham a paz de Cristo Jesus como o seu árbitro (Cl 3.15).

O nosso grande desafio é conciliarmos mente e coração à serviço dAquele que é a nossa inspiração constante. Glorificamos a Deus quando expressamos amor a Ele e amor ao nosso próximo – os dois pilares fundamentais do fazer teológico.

Que o Senhor encontre em nós, Seus obreiros das letras e do saber, amor para com os mais necessitados, os pequeninos. Eles devem ser sempre alvo do nosso amor, carinho e afeto – atitudes e ações que certamente nos motivarão para levantar o maltrapilho e produzir textos que edificarão vidas tão preciosas.

Um dia fomos alcançados pela graça de Deus. E esta graça que deve nos bastar para levantarmos o outro, vivendo a coerência de Cristo, nosso amado Senhor.

Oswaldo Luiz Gomes Jacob – Pastor

AMIGOS

Um jovem recém-casado estava sentado num sofá num dia quente e úmido, bebericando chá gelado durante uma visita ao seu pai.

Ao conversarem sobre a vida, o casamento, as responsabilidades da vida, as obrigações da pessoa adulta, o pai remexia pensativamente os cubos de gelo no seu copo e lançou um olhar claro e sóbrio para seu filho..

- Nunca esqueça de seus amigos, aconselhou! Serão mais importantes à proporção que você for envelhecendo.. Independentemente do quanto você ame sua família, os filhos que porventura venham a ter, você sempre precisará de amigos.

Lembre-se de ocasionalmente ir a lugares com eles; faça coisas com eles; telefone para eles...Que estranho conselho, pensou o jovem!

Acabo de ingressar no mundo dos casados. Sou adulto. Com certeza, minha esposa e a família que iniciaremos serão tudo o que necessito para dar sentido à minha vida! Contudo, ele obedeceu ao pai.

Manteve contato com seus amigos eanualmente aumentava o número de amigos. À medida que os anos se passavam, ele foi compreendendo que seu pai sabia do que falava e foi sentindo que os amigos eram os baluartes de sua vida..

Passados mais de 50 anos, eis o que aprendeu:O Tempo passa.A vida acontece.A distância separa.As crianças crescem.Os empregos vão e vêem.O amor fica mais frouxo.As pessoas não fazem o que deveriam fazer.O coração se rompe.Os pais morrem.Os colegas esquecem os favores.As carreiras terminam.

Mas..... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estejam entre vocês. Um amigo nunca estámais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo a seu favor e esperando você de braços abertos;abençoando sua vida!

Todos nós, quando iniciamos esta aventura chamada vida, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nemsabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros.Remeta este texto a todos os amigos que ajudam a dar sentido à sua vida..Eu acabei de fazê-lo...

Joaquim de Paula Rosa, Pr.

ECLIPSE ESPIRITUAL

"Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos,cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes" (1Pedro 3:8).

"Não há eclipse da lua a não ser quando ela está cheia."Quando tudo vai bem em nossa vida, em casa e no trabalho, nadespensa e no saldo bancário, precisamos tomar cuidado paranão ficarmos cheios e esquecer o Senhor e sofrermos umeclipse espiritual.

Com muita facilidade o mundo se colocaentre nós e o nosso Deus, mas o resultado é terrível.É no momento em que experimentamos grande prosperidade e onosso coração se enche de tranquilidade e não enfrentamosdúvidas, nem medo ou tentações e a paz parece reinarplenamente em nossos dias, que mais estamos expostos à açãodo mal. Ele se interpõe entre Deus e nós, trazendo aescuridão e a infelicidade.

Quando nos colocamos completamente no altar de Deus ebuscamos Sua direção para tudo o que fazemos, recebemos aSua luz e a nossa vida glorifica o Seu nome. Quando nosdistraímos com as coisas do mundo, perdemos o contato diáriocom nosso Senhor e Salvador e corremos o risco de nosafastar de Sua presença e ter coisas estranhas entre nós eEle.

Estarmos cheios de vaidade e orgulho significa um grandeperigo para nossas vidas espirituais. Oferecemos brecha parao mal e podemos ser eclipsados. E quando isso acontece, nãomais desfrutamos da alegria e das bênçãos do Senhor que nosiluminam e nos fazem iluminar o mundo.Se queremos viver cheios, que seja de amor e fé, deesperança e misericórdia. Se temos de ser cobertos, que sejada glória fulgurante de nosso Senhor Jesus Cristo.

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
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Escuro Iluminado

sábado, 31 de outubro de 2009

A GRANDE CONFUSÃO

1 Sm 14.28-33

A atitude de Jônatas já fora suficiente para provocar uma imediata reação da parte dos soldados de Saul. Além disso, para tentar amenizar sua culpa, ele apresentou outras justificativas para desobedecer as ordens do rei, seu pai. Porém, é importante observar como o pecado se propaga com rapidez e muita facilidade.

Jônatas tentava justificar seu ato de provar um pouco de mel, quebrando a conjuração de seu pai. E isto foi o estopim que provocou uma grande confusão entre os soldados de Judá. Famintos e desesperados, eles só precisavam de um pequeno incentivo para desobedecerem a ordem real. Assim, avançaram sobre os animais e os destroçaram, comendo até mesmo o sangue (atitude incomum e considerada impura pelos judeus).

Como o meu doce que, por mais que eu tentasse distribuir com amigos e vizinhos, não acabava. Pelo contrário, estava sempre aumentando a cada nova experiência, na tentativa de consertá-lo, justificá-lo, ou mesmo explicá-lo... Nessa vã esperança de chegar por fim ao ponto desejado, ou mesmo suportável, eu ia acrescentando sempre mais algum produto. E cada vez aumentava a confusão e a sujeira na cozinha de minha casa...

Assim também, o pecado traz confusão às mentes humanas. Suja as pessoas, moral, espiritual e até fisicamente. Suja o caráter, a honra, os compromissos... Além disso, quanto mais se procura escondê-lo, justificá-lo, ou defendê-lo, provoca-se mais confusão e desordem nas relações humanas.

O pecado não perdoado, resolvido, apagado, vai cada vez envolvendo mais alguém. É uma mentira para encobrir o que já se fez, uma desculpa distorcida da realidade, uma pequena corrupção dos valores éticos estabelecidos... E o doce pecado vai se avolumando cada vez mais, causando sempre muita confusão e tristeza.

O pecado seduz, atrai, engana. A princípio pode até ser doce como o mel. Ou como o meu doce... Mas o seu fim é sempre decepcionante, como no caso de Jônatas; ou como o meu doce... Porque “há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele conduz à morte” (Pv 14.12).

A Bíblia deixa bem clara a situação do pecador diante de Deus. Não há desculpas: _ “O Senhor é tardio em irar-se, e grande em misericórdia; perdoa a iniqüidade e a transgressão; ao culpado não tem por inocente, mas visitarei a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração... O Senhor é tardio em irar-se, e de grande poder, e ao culpado de maneira terá por inocente...” (Nm 14.18; Na 1,3 a).

Pr. Vanderlei Faria
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