domingo, 10 de janeiro de 2010

O SENHOR É A MINHA BANDEIRA

Normalmente as pessoas lutam até à morte em defesa e pela honra de sua pátria, representada pela bandeira de seu país.

Moisés, comandando o povo de Deus, encontrava-se em Rifidim, lutando contra Amaleque. Antes, porém, já havia enfrentado a revolta de sua própria tropa, quando não havia água para beber. Deus, porém, ordenou que ele ferisse a rocha e dela sairia água para saciar-lhes a sede. Moisés assim o fez, e a água fluiu abundante da rocha, suprindo-lhes a sua grande necessidade. Posteriormente o Senhor Jesus aplicou essas palavras a Si mesmo, como Ez 47.1: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37a, 38).

Ali, ficava evidente que o Senhor era o TUDO, sua Bandeira, sua razão para continuar lutando e vencendo. Mas, além das lutas internas, agora os inimigos de fora se apresentavam. Moisés não se esqueceu de depender do Senhor, sua Bandeira. Assim, ordenou a seu auxiliar, Josué, que comandasse a batalha física, enquanto ele haveria de travar uma batalha espiritual. Chamou Arão e Hur e “subiram ao cimo do outeiro”; um lugar onde poderiam buscar a comunhão com Deus em oração sem serem incomodados.

“Quando Moisés levantava a mão, Israel prevalecia; quando, porém, ele baixava a mão, prevalecia Amaleque” (Ex 17.11).

Então, enquanto Arão e Hur sustentavam as mãos de Moisés firmes, o Senhor concedia a vitória ao povo de Isarel: “E Josué desbaratou a Amaleque que e a seu povo a fio da espada” (Ex 17.13).
Josué teve a honra de comandar o exército de Israel até à vitória naquela batalha. Os guerreiros de Israel, por certo, se orgulharam por fazerem parte daquela tropa vitoriosa. Moisés poderia se orgulhar (usando as palavras dos guerreiros atuais) pelo fato de ser o principal líder naquela vitória. Contudo, sua atitude é aquela de todos quantos têm o Senhor Jesus como sua Bandeira. Ou seja, é a postura do cristão, o qual reconhece a soberania de Deus em todas as coisas que lhe acontece, em todas as suas realizações, perdas e vitórias. Ele não confia na estratégia humana para vencer os obstáculos, mas apenas no Senhor.

Isto nos faz lembrar, mais uma vez, as palavras do apóstolo Paulo:
“Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou” (Rm 8.35-37).

Por que somos mais que vencedores? Porque somos melhores que as demais pessoas? Por causa de nossa estratégia evangelística? Porque fazemos parte de uma “Igreja com Propósito”?

Tanto Moisés, como Paulo, bem como para todos quantos temos o Senhor como nossa Bandeira; para todo cristão submisso ao senhorio de Cristo, em todos os tempos e lugares; a vitória nas lutas é unicamente devida ao Senhor da glória e não às nossas pretensas estratégias e capacitações. Porque tudo o que somos ou temos é pela graça de Cristo.

Em tudo, tanto na fartura como na calamidade, vivo pela graça de Deus (Fl 1.29; 4.11-13), porque O SENHOR É A MINHA BANDEIRA!” (Ex 17.15).

Pr. Vanderlei Fariapastorvanderleifaria@yahoo.com.br

sábado, 9 de janeiro de 2010

SOU O QUE SOU

“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1Co 15.10a).

Desta feita, Paulo estava discorrendo sobre a ressurreição de Cristo. Primeiramente, ele fala sobre as pessoas para as quais Jesus apareceu após a ressurreição; sendo ele um dos últimos a quem o Senhor apareceu, “como um dos nascidos fora do tempo” (1Co 15.8). E continua falando sobre a graça de Deus na sua própria vida: “Mas, pela graça de Deus, sou o que sou” (1Co 15.10a).

Tudo pela graça de Deus. E o seu argumento sobre a ressurreição do Senhor é que esta é a base e a certeza da nossa ressurreição. Paulo deixa claro que o crente não vive apegado às coisas materiais porque a nossa esperança e motivação para viver não se apóia nas conquistas e realizações desta vida. A base da nossa esperança e razão para vivermos se apóia no fato de que, assim como Cristo ressuscitou, assim também haveremos de ressuscitar e viver para sempre com o Senhor. E isto é suficiente para não nos deixar abater com as tristezas, perdas, frustrações e decepções nesta vida, porque a nossa esperança está firmada e sustentada no viver com Cristo eternamente. Porém, “se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens” (1Co 15.19).

E por que isto? Porque somos ensinados pelo Espírito Santo, através da Palavra de Deus, a suportarmos afrontas e zombarias, a renunciar os prazeres mundanos e as futilidades da vida; tudo para agradar a Deus, para Sua glória e honra. Então, se a nossa dedicação ao Senhor tiver como único objetivo a conquista de bens materiais, as honras humanas, então estaremos completamente equivocados quanto à “razão da nossa esperança em Cristo Jesus”. Com isto, Paulo está dizendo que as pessoas que recebem a Cristo, ou que dizem serem cristãs com a intenção de enriquecimento, ou para levarem vantagens materiais, estão equivocadas quanto ao verdadeiro evangelho de Cristo.

“Sou o que sou”, portanto, deve ser a atitude do cristão, tanto quando se encontra em posição de destaque ou superioridade social, para não se deixar corromper com a soberba; como serve de estímulo àquele que passa por tribulações para não se abater ou sentir-se abandonado por Deus. Se temos a consciência de que somos o que somos pela graça de Cristo, não há por que nos orgulharmos, como também não há por que nos queixarmos.

Em tudo, tanto na fartura como na calamidade, vivemos pela graça de Deus (Fl 1.29; 4.11-13), porque O SENHOR É A MINHA BANDEIRA!” (Ex 17.15).

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

ALEGRIA EXULTANTE

A Bíblia algumas vezes nos surpreende com palavras que aparentemente se contradizem. Aparentemente. Porque na verdade, não gostamos de admitir que qualquer tipo de sofrimento possa ser benéfico, que seja necessário para alcançarmos a maturidade cristã ou para obtermos a plena alegria. Pois bem, em 1Pe 4.12-16, como em grande parte do Novo Testamento, a Palavra de Deus enfatiza fortemente a necessidade (não apenas a possibilidade) do sofrimento do cristão para a obtenção da verdadeira alegria cristã. Não quero ser exaustivo na citação de textos, mas não posso deixar de mencionar algo dos escritos de Paulo, apóstolo, antes de considerar o texto ao qual desejo me ater. Em 2Tm 3.12 Paulo diz: “Ora, todos quantos querem viver piamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.

Incrível! Paulo não diz que há alguma possibilidade de que o servo de Deus enfrente algum tipo de sofrimento, mas ele usa as palavras “todos quantos querem viver piamente em Cristo Jesus serão perseguidos”. Isto, naturalmente, inclui você e eu, se é que desejamos viver “piamente em Cristo Jesus”. Em algum momento haveremos de suportar afrontas e perseguições, se nos mantivermos fiéis ao nome do Senhor. Pedro, no texto mencionado acima, reflete sua própria experiência, relatada por Lucas, após terem sido espancados por causa do nome de Jesus: “E eles se retiraram do Sinédrio regozijando-se por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse nome” (At 5.41).

Pedro nos alerta para não estranharmos “o fogo ardente que surge no meio de vós”. Ou seja, não podemos nos iludir com um “evangelho adocicado” (que não é o verdadeiro evangelho de Cristo), o qual pretende arrebatar o maior número possível de adeptos que o financie e sustente as suas doutrinas espúrias e fantasiosas; negando a palavra de Deus. Pedro começa esta passagem (1Pe 4.12-16) chamando nossa atenção para este fato, para não nos iludirmos quanto às provações que inevitavelmente haveremos de enfrentar e suportar.

Em outras palavras, que não nos iludamos com um tipo de pregação que exalta a prosperidade material e nega a possibilidade e necessidade do sofrimento do cristão. Não é por acaso, falta de fé, ou por não confiarmos no poder de Deus que sofremos neste mundo. Ao contrário, como diz Paulo, “o poder (de Cristo) se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Co 12.9). Mas Pedro não está dizendo que o crente deve ser uma pessoa resignada, amargurada pelo fato de sofrer pelo nome do Senhor. “Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois coparticipantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando” (1Pe 4.13). E aqui ele coloca duas palavras que parecem redundantes: Alegreis exultando”.

Na verdade, os dicionários não fazem muita distinção entre estas palavras. Exultar é alegrar, regozijar, festejar, etc. Mas também “alvoroçar-se”. Ou seja, Pedro está dizendo que na revelação da Glória de Cristo, ou quando chegarmos à Sua glória celeste, depois de sermos aprovados, como diz Tiago 1.12, haveremos de nos alegrar de uma forma plena, esfuziante, quase espalhafatosa. Alegria que vai superar em muito a comemoração de um gol ou o título de nosso time preferido.

Portanto, alegria exultante nos faz pensar em alegria festiva, saltitante, explosiva, incontida, plena. Pedro está dizendo que esta alegria completa haveremos de experimentar na glória divina. Contudo, enquanto suportamos os sofrimentos por amor de Cristo aqui na terra, já podemos nos alegrar, como num antegozo do céu; podemos nos alegrar pelo fato de que os sofrimentos presentes, por amor a Cristo, são prenúncios do gozo eterno com Cristo. A garantia e confirmação de que fazemos parte do Time de campeões, por toda a eternidade no céu.
Paulo expressa esta convicção de outra forma em 2Co 12.9-10 e Fl 1.7.

O fato é que, quando tomamos posse dessa convicção, nossos corações se acalmam e conseguimos realmente nos alegrar em Cristo, mesmo chorando e sofrendo. Portanto, vale a pena considerarmos a Palavra do Senhor: “Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bemaventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus” (1Pe 4.14). “Bemaventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1.12).

Se você ama a Jesus de fato, então, regozige-se nEle; ainda que a dor e os sofrimentos sejam intensos e desoladores, firme-se na promessa da Palavra divina, pois a alegria plena, exultante, está garantida. Aleluia!

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O SENHOR NOS CONHECE

No dia da angústia, lembremo-nos de que o Senhor nos conhece: “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam...”

Quando conhecemos perfeitamente alguém e dela somos conhecidos, podemos nos refugiar em sua casa em tempo de calamidade. O texto que estamos considerando compara as aflições diárias que enfrentamos como “tormentas e tempestades”, e nos diz que “o Senhor conhece os que nele se refugiam”. Ou seja, Ele conhece os motivos e necessidades que nos impelem, nos move a buscá-Lo. Assim, nos conhecendo tão intimamente, Ele pode nos acolher, nos aconchegar e nos consolar. Mesmo quando nos vacilam os pés e já não vislumbramos qualquer solução nem esperança, somos desafiados a conhecê-Lo mais e mais.

_ “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés”.[1]

Lembremo-nos da resposta que Jesus deu a Pilatos, quando este lhe disse que tinha autoridade para prendê-Lo ou soltá-Lo. Jesus respondeu-lhe: "Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fora dado..."[2] Jesus sabia que nada estava acontecendo por acaso. Nem Pilatos ou qualquer outra criatura teria qualquer poder sobre Ele, se o Pai não permitisse. Temos que nos lembrar disso, o nosso Pai cuida de nós, e sabe o que padecemos. Ele conhece os que são Seus, e os Seus confiam nEle: “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam”.[3]

No dia da angústia, lembremo-nos de nos refugiar no Senhor através da oração: “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam”.

O pecado causa tristeza, amargura, angústia, ansiedade e desespero ao ser humano. Mas, ainda assim, o Senhor se volta para nós quando esses sentimentos nos levam de volta para Ele: “Senhor, na angústia te buscaram; quando lhes sobreveio a tua correção, derramaram-se em oração... Irei, e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados e busquem a minha face; estando eles aflitos, ansiosamente me buscarão”([4]). E ainda: “invoca-me no dia da angústia; eu te livrarei, e tu me glorificarás. Mas ao ímpio diz Deus: De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança” ([5]). Assim, o Senhor nos diz que a angústia deve nos levar à oração.

Quando nos sentimos angustiados, via de regra nossa oração é para que o Senhor nos livre do mal que nos aflige. Oramos para que tenhamos alegria e força para enfrentar os desafios da vida... Clamamos ao Senhor por Sua misericórdia. Oramos reclamando e reivindicando nossos “direitos” como filhos do Reino, filhos do Deus Todo Poderoso... Questionamos a Deus em oração quanto à nossa triste situação... Enfim, toda a nossa oração (e eu não sou diferente, também tenho agido dessa forma muitas vezes) centraliza-se na busca da bênção e da misericórdia do Senhor. Toda a nossa petição se concentra apenas em nós mesmos ou nas pessoas a quem amamos. Poucas vezes nos lembramos de orar a Deus com sinceridade, pedindo que, antes de tudo, a Sua vontade seja feita e que tudo nos aconteça seja para a glória de Deus. Entretanto, quando atentamos para o exemplo supremo de nosso Mestre e Senhor, quanta diferença de ênfase na oração podemos observar! Quando a expectativa da cruz se aproximava, a tristeza e angústia atingiam o coração do Senhor. E no auge de Sua angústia, Ele continuava ensinando e exortando aos Seus ouvintes e orando ao Pai.
“E, estando em agonia, orava mais intensamente”.[6]

Quando sofremos, há sempre duas alternativas para reagirmos. Ou reagimos como Jó, no início de suas tribulações; com tristeza, amargura e revolta; ou nos quebrantamos diante da consolação do Senhor, como o próprio Jó experimentou no final de seu cativeiro.

Confesso que muitas vezes tenho orado equivocadamente como que reclamando com Deus pelas circunstâncias adversas que tenho enfrentado. E como nos é comum este fato! Não entendemos como pode um filho de Deus passar tantas agruras, tristezas, injustiças, decepções, dores, enfermidades e mágoas. Em tais circunstâncias, normalmente, nossas orações não passam de lamúrias e lamentações chorosas e comoventes. É raro nos lembrarmos de que a nossa angústia, ou os fatos que provocam-na possam estar nos eternos e soberanos propósitos divinos.

Pensamos: “Tudo, menos isso; que seja propósito de Deus nos fazer sofrer, chorar, passar por momentos tão tristes e angustiantes, jamais! Entretanto, o Senhor Jesus foi enfático em afirmar a Seu próprio respeito assim: “Mas precisamente com este propósito vim para esta hora”([7]). E, em seguida, Ele se dirige ao Pai: “Pai, glorifica o teu nome” ([8]). Acima de tudo, havia um objetivo maior em Seu coração: A Glória do Pai.

Li esse texto quando havia acabado de orar da forma mencionada anteriormente. Isto é, após chorar e reclamar com Deus devido aos problemas e infortúnios que enfrentava. De repente, deparei-me com essas benditas e consoladoras palavras de nosso Mestre. Palavras estas que nos fazem parar para refletir na maneira equivocada e presunçosa que oramos algumas vezes; visando apenas a nossa própria sorte, a satisfação imediata de nossa vontade. Enfim, quando penso na atitude de Jesus diante do sofrimento e comparo com as minhas atitudes, percebo que estou agindo de forma profundamente egoística e carnal; e, portanto, pecaminosa. Com Seu sublime exemplo de Filho Unigênito do Pai, o Senhor Jesus nos ensina, como filhos adotivos do Pai celeste, algumas coisas preciosas e fundamentais para superarmos a angústia e obtermos saúde física, emocional e espiritual:

1a) – O fato de estarmos passando por tribulação e angústia não significa que somos menos amados do Pai. Jesus também passou por tribulações maiores e piores que as nossas, sendo Ele O Amado do Pai.

2a) – A nossa tribulação, ainda que incompreendida por nós e por aqueles que nos cercam, também faz parte dos santos propósitos de Deus. Se Jesus disse que “precisamente com este propósito vim para esta hora”, não teria Deus também determinado esse momento em que vivemos, da forma como estamos experimentando? Ou as coisas que nos acontecem fogem dos santos propósitos de Deus? De forma alguma, todos os nossos dias estão diante do Senhor.[9]

3a) – Como nosso Mestre nos ensina com Seu próprio exemplo, acima de tudo e em todas as circunstâncias, precisamos glorificar a Deus.
Ainda que não entendamos quais os propósitos de Deus em nos permitir passar por tais sofrimentos, nem os porquês dos fatos que nos atingem; precisamos pedir a Deus que o Senhor Jesus seja glorificado em nossa vida.

Que tremendo desafio é o viver do cristão! Mas como é confortador saber que o meu Senhor suportou e venceu tais agruras em meu favor! E, como Ele venceu, assim também somos estimulados a continuarmos firmes, ainda que sentindo e chorando pelas dores e dificuldades da vida. A minha maior preocupação deve ser: Como posso glorificar a Deus com a minha vida? Estaria eu glorificando a Deus diante de amigos e parentes quando demonstro amargura e aborrecimentos com meus sofrimentos? Estou glorificando a Deus quando sou flagrado maldizendo-me e lamuriando por meus fracassos e dissabores? A questão é: Como posso glorificar a Deus quando estou sofrendo, angustiado e triste? Afinal, o propósito para o qual fomos criados e redimidos pelo sangue de Cristo não é a glória de Deus? Então, que tal parar um pouco de nos lamentar por nossa triste sorte, e agradecer a Deus por tudo e por todas as circunstâncias? Que tal pedir-Lhe perdão por nossa falta de louvor e adoração a Ele devido à nossa rabugice e lamentações? _ “Presta-nos auxílio na angústia, pois vão é o socorro do homem. Em Deus faremos proezas, porque ele mesmo calca aos pés os nossos adversários” ([10]).

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br



[1] Naum 1.3
[2] Jo 19.11a
[3] Na 1:7
[4] Is 26.16; Os 5.15
[5] Sl 50:15-16
[6] Lc 22.44 a
[7] João 12.27
[8] João 12.28
[9] Sl 22.9-10; 31.15, 139.16-17
[10] Sl 60:11-12

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O SENHOR É A NOSSA FORTALEZA

No dia da angústia, lembremo-nos de que o Senhor é a nossa FORTALEZA: “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia...”

O que nos lembra a palavra “fortaleza”? É algo em que podemos nos apoiar, nos segurar, quando nos faltam forças para prosseguir, quando nos sentimos vacilantes, titubeantes, zonzos, sem firmeza, claudicantes e infelizes. Quando nos sentimos inseguros em nosso caminhar. Portanto, quando a tempestade e a tormenta nos fizerem cambalear como se bêbados estivéssemos, busquemos ao Senhor para a nossa sustentação e segurança, na certeza de que Ele é a nossa real fortaleza em tempo de insegurança e incerteza!

Precisamos reconhecer que a nossa comunhão com Deus deve ser prioritária em nosso viver diário. Precisamos ser despertados para uma intensa motivação a uma vida de oração e comunhão com Deus... Precisamos nos tornar dependentes de Deus. E, para tanto, precisamos reconhecer o quanto Deus fez e continua fazendo por nós.[1] E isso é fundamental para a nossa sobrevivência neste mundo e para a eternidade. Precisamos pedir a Deus que nos dê o poder do Espírito Santo para uma busca intensa por uma vida santa e pura. Precisamos nos colocar mais disponíveis para sermos usados, úteis nas mãos de Deus, conforme os Seus santos propósitos.

Se sofremos não é só por culpa dos outros. Não temos que nos preocupar com os Pilatos de nossos dias. Os quais procuram nos crucificar a todo custo, ou, quando menos, se escusam em tomar partido, ajudar, compartilhar. Eles terão sua recompensa na ocasião própria: "Porque, se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se engana... Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará".[2]

Ainda que mil demônios nos ataquem e o mundo desabe sobre nós, creiamos nEle! Pois também Ele passou por momentos difíceis e tenebrosos, de angústia e solidão. Porém, sua intimidade com o Pai, em constante oração, revitalizava-lhe as forças; revigorava-lhe o ânimo para continuar a caminhada e cumprir sua missão. Um dia Ele disse: “Eis que vem a hora, e já chegou, em que vós sereis dispersos cada um para seu lado, e me deixareis só. Mas não estou só, porque o Pai está comigo”.[3]

“Não estou só, porque o Pai está comigo!” Que confortadora e magnífica certeza! Ele nos ama profundamente, independente do que pensem ou digam os outros.

[1] Ef 2.14,17,18
[2] Gl 6.3,7
[3] Jo 16.32


Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br