sábado, 26 de março de 2011

NINHARIAS

"E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição" (Colossenses 3:14).

Um amigo viu, certa vez, Michelangelo trabalhando em uma de suas esculturas. Depois de um certo tempo, viu-o trabalhando novamente e, não percebendo muito progresso no trabalho, perguntou: "Você não fez nada desde que estive aqui da última vez?" "Claro que fiz", respondeu o escultor. "Eu retoquei esta parte e poli isto aqui; Eu suavizei esta característica e destaquei aquele músculo; Eu dei mais expressão para este lábio e mais energia para este membro".
"Bem, bem", disse o amigo, "todos estes são ninharias"."Pode até ser", Michelangelo Respondeu, "mas lembre-se que ninharias produzem perfeição e esta perfeição não é nenhuma ninharia."

Temos nós buscado a presença do Senhor para um maior relacionamento com Ele e um crescimento em nossa vida espiritual? Temos procurado conhecer a Palavra de Deus para uma maior compreensão da Sua vontade e, desta forma, poder glorificá-Lo em todas as nossas atitudes? Temos dedicado um tempo de oração para ouvir a voz de Deus e saber o que Ele tem para nós?

Às vezes pensamos que tudo isso é dispensável e que basta ter levantado, um dia, a mão para o Senhor que tudo mais é automático. Achamos que ir aos cultos, fazer visitas aos enfermos ou ausentes, participar dos departamentos de nossas Congregações ou distribuir um folheto evangelístico são"ninharias" espirituais que nada acrescentarão ao fato de já sermos cristãos. Chegamos mesmo a dizer que "ninguém é perfeito" e que ninguém deve pensar em perfeição.

O apóstolo Paulo nos diz que devemos crescer em Cristo e que o amor é o vínculo da perfeição. Eu sei que somos pecadores e temos muitas falhas, mas, em meu viver diário, eu peço ao Senhor que me revista de Sua graça e que me faça melhor a cada dia. Fico muito feliz quando Jesus trabalha em mim,moldando minha vida de acordo com a Sua vontade. Eu o amo e amo a todos que precisam da salvação. Sei que não sou perfeito, mas, o caminhar em direção à perfeição em Cristo é o que mais desejo e busco.E você, ainda acha que tudo é ninharia e sem importância?

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
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sexta-feira, 25 de março de 2011

AS ESCRITURAS E O PECADO (5)

5. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o leva a abandonar o pecado.
"Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor" (II Timóteo 2:19).

Quanto mais lemos a Palavra com o objetivo definido de descobrir o que é agradável e o que é desagradável ao Senhor, mais a Sua vontade tornar-se-á conhecida por nós; e se os nossos corações forem corretos diante dEle, mais ainda os nossos caminhos se harmonizarão com a Sua vontade. Então é que andaremos "na verdade" (II João 4).

No fim do sexto capítulo da segunda epístola aos Coríntios algumas promessas preciosas são dadas àqueles que se separarem dos incrédulos. Observemos, naquela passagem, a aplicação feita pelo Espírito Santo. Não diz o Senhor "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, consolemo-nos e nos entreguemos à complacência...", e, sim: "Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito..." (II Coríntios 7:1).
"Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado" (João I5:3).

Eis aqui uma outra importante regra, par meio da qual nos deveríamos testar com freqüência: a leitura e o estudo da Palavra de Deus está produzindo a purgação de minha conduta? Desde os dias antigos vinha sendo feita a indagação: "De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho?" E a resposta do salmista inspirado declara: ''Observando-o segundo a Tua Palavra" (Salmo119:9).

Sim, não basta ler a Palavra, crer nela ou memorizá-la; mas é preciso haver a aplicação pessoal da Palavra ao nosso "caminho". É quando "damos ouvidos" a exortações como aquelas que estipulam: "Fugi da impureza!" (I Coríntios 6:18), "Fugi da idolatria" (I Coríntios 10:14),
"... foge destas cousas..." – da cobiça apaixonada pelo dinheiro (1 Tim. 6:11) e "Foge, outrossim, das paixões da mocidade" (II Tim. 2:22), é que o crente é levado a separar-se do mal, na prática; pois então o pecado não somente tem sido confessado, mas também tem sido "deixado" (ver Provérbios 28:13).

A. W. Pink

GRANDES MARAVILHAS

"Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o SENHOR maravilhas no meio de vós" (Josué 3:5).

Há muitos anos atrás, em uma visita humanitária, o missionário Dan Crawford, junto com seus companheiros na África, se viram bloqueados por uma enchente que fez aumentar o volume de água de um rio que precisavam atravessar. A única coisa que podiam fazer, diante daquele obstáculo, era orar -- e eles oraram! Quando terminaram suas orações, uma grande árvore tombou sobre o rio formando uma ponte! Com um grito de puro júbilo, eles seguiram adiante e cumpriram a missão que Deus lhes havia confiado (GaryBowell).

Por que não vemos mais os grandes milagres acontecerem? Porque não vemos as grandes maravilhas que tanto esperamos do Senhor? Por que as nossas orações não produzem mais os grandes efeitos do passado?O Senhor é o mesmo; Seu poder é o mesmo; Seu desejo de abençoar é o mesmo... Mas, nós não somos mais como os homens do passado! A nossa fé é vacilante, nossa esperança éfrágil, nosso amor ao Senhor é insignificante, nossa determinação espiritual é quase nula. Buscamos ao Senhor porinteresse, oramos por mera rotina, vamos aos cultos quando nada temos de melhor a fazer.

O poder da igreja é fraco porque não confiamos verdadeiramente no Senhor. Josué conclamou o povo a se santificar. E o povo obedeceu!Hoje somos convocados para buscar a Deus, para manter o coração puro, para glorificar ao Senhor em tudo que fazemos,porém, quase sempre nos mantemos indiferentes a qualquer convocação.Queremos ver as maravilhas; queremos ver os milagres;queremos ganhar muito dinheiro; queremos conquistar o mundo,mas, não queremos nos submeter à vontade do nosso Deus e nem abrir mão de nossos próprios prazeres materiais.

As grandes maravilhas são conseguidas com santidade. Os grandes milagres são obtidos com obediência e fé. Uma vida abençoada é fruto de uma plena comunhão com o Senhor Jesus Cristo.Você quer ver Deus agindo em sua vida? Siga o conselho de Josué!

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
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quinta-feira, 24 de março de 2011

AS ESCRITURAS E O PECADO

4. O indivíduo se beneficia da Palavra, espiritualmente falando, quando ele odeia o pecado com maior profundidade.

"Vós, que amais o SENHOR, detestai o mal: ele guarda as almas dos seus santos, livra-os da mão dos ímpios" (Salmos 97:10). "Não podemos amar a Deus sem odiar aquilo que Ele odeia. Não somente devemos evitar o mal, recusando-nos a continuar nele, mas também devemos declarar guerra contra ele, voltando-nos contra ele com indignação no íntimo" (C.H. Spurgeon).

Um dos testes mais seguros que se pode aplicar à professada conversão é a atitude do coração para com o pecado. Sempre que o princípio de santidade houver sido implantado, necessariamente haverá repulsa por tudo quanto é profano. E se nosso repúdio ao mal for genuíno, então seremos gratos quando a Palavra reprovar até mesmo o mal de que nem suspeitávamos.

Essa foi também a experiência de Davi: "Por meio dos teus preceitos consigo entendimento; par isso detesto todo caminho de falsidade" (Salmos 119:104). Observemos atentamente que não devemos meramente "abster-nos do pecado", pois "detesto"; e não somente a "alguns" ou "muitos" pecados, mas antes, a "todo caminho de falsidade", e não apenas a "todo mal" mas a "todo caminho de falsidade". E continua o salmista: "Por isso tenho por em tudo retos os teus preceitos todos, e aborreço todo caminho de falsidade" (Salmos 119:128).

No entanto, dá-se exatamente o contrário no caso do ímpio: "De que te serve repetires os meus preceitos e teres nos lábios a minha aliança, uma vez que aborreces a disciplina e rejeitas as minhas palavras? " (Salmos 50:16,17).

E em Provérbios 8:13, lemos: "O temor do SENHOR consiste em aborrecer o mal; a soberba, a arrogância, o mau caminho, e a boca perversa, eu os aborreço". Ora, esse temor piedoso nos vem através da leitura da Palavra (ver a passagem de Deuteronômio 17:18,19). Com razão, pois, é que alguém declarou: "Enquanto não odiarmos ao pecado, não poderemos mortificá-lo, ninguém clamará contra o pecado, como os judeus clamaram contra o Cristo: ''Crucifica-O! Crucifica-O!'', enquanto realmente não abominar o pecado como Ele foi abominado" (Edward Reyner, 1635).

A. W. Pink

quarta-feira, 23 de março de 2011

AS ESCRITURAS E O PECADO (3)

3. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o conduz à confissão de pecado.


As Escrituras são proveitosas para a "repreensão" (II Timóteo 3:16); e a alma honesta está pronta a reconhecer as suas próprias faltas. Mas acerca do indivíduo carnal é declarado: "Pois todo aquele que pratica o mal, aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras" (João 3:20).

"Deus tenha misericórdia de mim, um pecador", é o clamor dos corações renovados; e cada vez que somos revivificados pela Palavra (Salmo 119), recebemos nova revelação e renovada convicção de nossas transgressões aos olhos de Deus. "O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Não pode haver prosperidade nem frutificação espirituais (Salmos 1:3), enquanto ocultarmos em nosso seio as nossas culpas secretas; somente quando são livremente reconhecidas perante Deus, e isso com detalhes, é que desfrutaremos de Sua misericórdia.

Não há paz real para a consciência e nem descanso para o coração, enquanto sepultarmos a carga do pecado não confessado. O alívio só nos é outorgado se confessarmos o pecado a Deus. Notemos bem a experiência de Davi: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos, pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim; e o meu vigor se tornou em sequidão de estio." (Salmos 32:3,4).

Essa linguagem figurada mais vigorosa lhe parece ininteligível? Ou a sua própria história espiritual a explica? Há muitos versículos nas Escrituras que nenhum comentário pode interpretar satisfatoriamente, mas que a experiência pessoal pode fazê-lo. Verdadeiramente bem-aventuradas são as palavras seguintes: "Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: Confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado" (Salmos 32:5).

A. W. Pink