Chegou a hora de aprendermos com o Senhor Jesus sobre a importância do companheirismo em tempo de crise: “E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angústia” (Mc 14.33).
Aristóteles definia a amizade como uma só alma em dois corpos. Precisamos desejar e buscar os mesmos alvos espirituais.
John Naisbitt disse: “Quanto mais tecnologia introduzirmos em nossa sociedade, mais as pessoas irão se agregar, irão querer estar com outros: cinema, concertos de rock, compras. Os shopping centers, por exemplo, são agora o terceiro espaço mais frequentado de nossas vidas, depois da casa e do local de trabalho... Não se vai ao cinema para rir ou chorar com outras duzentas pessoas. É um acontecimento. Talvez seja a necessidade do contato humano, de estar juntos, que nos permite tolerar os altos níveis de densidade que experimentamos em muitas cidades superpovoadas...
As pessoas querem ficar com pessoas – e quanto mais tecnologia colocarmos em nossa sociedade, mais as pessoas irão querer estar com pessoas”.[1]
Jesus, o Mestre dos mestres, com Suas palavras e atitude demonstrava o quanto necessitava e valorizava a companhia de Seus amigos, especialmente dos mais íntimos, Pedro, Tiago e João. E para nós fica a lição de que devemos não apenas recorrer aos amigos em tempos de crise, mas também que precisamos ser solidários com nossos irmãos e amigos quando são eles os que sofrem.
Vivemos num mundo muito individualista, cada um se preocupa apenas com seus próprios interesses imediatos. Precisamos nos dar conta de que somos interdependentes; precisamos uns dos outros para compartilhar nossas alegrias e vitórias, mas também nossas dores e aflições; levando a carga uns dos outros, como nos recomenda a Palavra de Deus.[2]
Ao escrever Fl 2:19-30, como quase todas as demais cartas, Paulo achava-se preso. E tanto nesta carta como em 2Timóteo, ele menciona o fato de que quase todos os seus discípulos haviam lhe abandonado;[3] exceto alguns valorosos servos de Deus, tais como Timóteo, Epafrodito e Onesíforo.
Pensemos em algumas qualidades dignas de destaques nesses personagens bíblicos:
Amigo cooperador e companheiro nas lutas: “Porque muitas vezes ele me recreou” (2 Tm 1.16 b).
Amigo especial, amigo pra valer!
Amigo que consola nos momentos de crise e cansaço.
Amigo esperado, desejado, amado, precioso e leal.
Amigos diáconos, servos pra valer.
Como precisamos de Timóteos, Epafroditos e Onesíforos em nossas igrejas! Crentes prestativos e trabalhadores, que não aparecem publicamente mas exercem um constante serviço na causa do Mestre. Estão sempre prontos a servir, colaborar, consertar, ajudar; enfim, melhorar no que for possível. Servem pelo prazer de servir, participar, cooperar.
São aqueles incansáveis e valorosos irmãos que muitas vezes passam despercebidos em momentos de homenagens, medalhas, honra ao mérito, etc. Mas, a despeito de não serem notados, elogiados, continuam servindo ao Senhor com alegria e singeleza de coração.
Louvo a Deus pela vida de cada amigo que caminha ao meu lado na jornada terrena; os quais me estimulam e me encorajam a continuar vivendo e lutando, enfrentando os obstáculos da vida com determinação e louvor a Deus. São vidas preciosas que nos ajudam a valorizar o que temos recebido das dadivosas mãos divinas, saúde, família, amigos, companheiros, e, sobretudo, o melhor amigo, Jesus Cristo, Salvador e Senhor absoluto de nossas vidas; o qual sofreu, morreu e ressuscitou para nos dar vida, e vida em abundância. Isto é, vida significativa, frutífera, abençoadora.
Felizmente ainda encontramos muitos Timóteos, Epafroditos e Onesíforos em nossos arraiais. Porém, melhor ainda é saber que podemos contar com a companhia do melhor amigo: JESUS! Sim, podemos cantar:
“Sei que o amigo melhor é Cristo quando a tempestade assalta a fé
Pronto estende a sua mão, tranquiliza o coração. Sim, o amigo melhor é Cristo.
"Jesus é o melhor amigo, Jesus é o melhor amigo.
Sim, repreende com dulçor, e me anima com vigor. Sim, o amigo melhor é Cristo".[4]
Portanto, somos dependentes daqueles que nos cativam e responsáveis por aqueles a quem cativamos. Ou seja, somos todos interdependentes, precisamos uns dos outros, sempre. Mas acima de tudo, precisamos do melhor amigo: JESUS. Por isto a Bíblia diz: “levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2).
Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br
[1] Naisbitt, John – Megatendências, p.45, 46 – Círculo do Livro, Livros Abril
[2] Gálatas 6.2,5,9
[3] Fl 2.20-21; 2 Tm 1.15; 2.17-18; 4.10-16
[4] Hino No. 77 – Cantor Cristão
domingo, 2 de outubro de 2011
PASTOR IRANIANO PRESTES A ENFRENTAR EXECUÇÃO
International Christian Concern pede oração urgente pelo pastor preso Youcef Nadarkhani que recebeu a notificação de que será executado sob a acusação de "apostasia" - a conversão do islamismo para o cristianismo - e aguarda agora o veredicto final do tribunal.
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O pastor Youcef Nadarkhani, líder da igreja em Rasht, no Irã, foi preso em 13 de outubro de 2009 por questionar a prática de educação islâmica de estudantes cristãos - incluindo seus próprios filhos – que obriga a leitura do Alcorão na escola. Sua execução, inicialmente prevista para 24 de outubro, foi adiada para uma data desconhecida pelas forças de segurança na esperança de que Youcef renunciasse a Cristo e voltasse ao islamismo. Uma vez que o veredicto final do tribunal é entregue, o pastor Youcef terá 20 dias para recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
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A esposa do pastor Youcef, Fatemeh Passandideh, foi presa em 08 de junho e sentenciada à prisão perpétua. No entanto, depois de uma apelação, ela foi liberada após uma audiência dia 11 de outubro. Embora sua esposa tenha sido absolvida, é improvável que o seja concedido o mesmo ao marido pois a sua atividade cristã era mais proeminente e sua acusação mais grave.
Em uma carta à comunidade cristã internacional, o pastor Youcef tomou coragem e consolou os cristãos ao redor do mundo: "O que temos hoje, é uma, mas não insuportável situação difícil, porque Ele não nos prova mais do que a nossa fé pode suportar... Devemos considerar essas situações e as prisões como uma oportunidade para testemunhar o Seu nome."
Pedidos de oração:
-Ore para que o pastor Youcef Nadarkhani encontre coragem e confiança no Senhor. Ore também para que se for vontade de Deus, ele seja liberado e se não, que ele exemplifique a Cristo e dê glória a Deus em seu chamado para sofrer pelo nome de nosso Salvador.
-Ore pela esposa do pastor e seus dois filhos para que Deus sustente-os durante este período de grande provação. E que eles permaneçam firmes na fé e perseverem em face da tirania e da perda.
-Ore pelos cristãos iranianos para que não sejam intimidados ou se cansem, mas compartilhem o Evangelho com coragem e procurarem orientação do Senhor e a graça diariamente.
Lembre-se dos presos, como se estivésseis presos com eles, e aqueles que são maltratados como se vocês estivessem sofrendo. Hebreus 13:3, NVI
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O pastor Youcef Nadarkhani, líder da igreja em Rasht, no Irã, foi preso em 13 de outubro de 2009 por questionar a prática de educação islâmica de estudantes cristãos - incluindo seus próprios filhos – que obriga a leitura do Alcorão na escola. Sua execução, inicialmente prevista para 24 de outubro, foi adiada para uma data desconhecida pelas forças de segurança na esperança de que Youcef renunciasse a Cristo e voltasse ao islamismo. Uma vez que o veredicto final do tribunal é entregue, o pastor Youcef terá 20 dias para recorrer ao Supremo Tribunal Federal.
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A esposa do pastor Youcef, Fatemeh Passandideh, foi presa em 08 de junho e sentenciada à prisão perpétua. No entanto, depois de uma apelação, ela foi liberada após uma audiência dia 11 de outubro. Embora sua esposa tenha sido absolvida, é improvável que o seja concedido o mesmo ao marido pois a sua atividade cristã era mais proeminente e sua acusação mais grave.
Em uma carta à comunidade cristã internacional, o pastor Youcef tomou coragem e consolou os cristãos ao redor do mundo: "O que temos hoje, é uma, mas não insuportável situação difícil, porque Ele não nos prova mais do que a nossa fé pode suportar... Devemos considerar essas situações e as prisões como uma oportunidade para testemunhar o Seu nome."
Pedidos de oração:
-Ore para que o pastor Youcef Nadarkhani encontre coragem e confiança no Senhor. Ore também para que se for vontade de Deus, ele seja liberado e se não, que ele exemplifique a Cristo e dê glória a Deus em seu chamado para sofrer pelo nome de nosso Salvador.
-Ore pela esposa do pastor e seus dois filhos para que Deus sustente-os durante este período de grande provação. E que eles permaneçam firmes na fé e perseverem em face da tirania e da perda.
-Ore pelos cristãos iranianos para que não sejam intimidados ou se cansem, mas compartilhem o Evangelho com coragem e procurarem orientação do Senhor e a graça diariamente.
Lembre-se dos presos, como se estivésseis presos com eles, e aqueles que são maltratados como se vocês estivessem sofrendo. Hebreus 13:3, NVI
sábado, 1 de outubro de 2011
(13) DEUS NOS DÁ FORÇA PARA VIVER E VENCER!
2 Co 4.10-13
Precisamos nos dar conta de que não podemos fugir à luta, porque a vitória é necessária para a nossa auto-estima. É a luta para a superação dos próprios limites. E quando vencemos, apesar da luta e do sacrifício, ou mesmo até por causa deles, somos bafejados por um sentimento de auto realização que traz paz, alegria e confiança própria. Se nos entregamos à derrota, abatidos e vencidos, tornamo-nos depressivos, tímidos e covardes. Assim, pois, a luta é necessária e inevitável, mas a vitória é imprescindível e indispensável para a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.
Somos convocados para completar a prova, superando os obstáculos, vencendo o cansaço e as dificuldades. Completar a carreira para a qual o Senhor nos convocou. Portanto, precisamos estar atentos, “em posição de sentido”, vigiando e orando, para que estejamos em pé na presença do Filho de Deus “naquele dia” no pódio do Juízo Final.
Contra quem estamos lutando, ou, com quem estamos concorrendo nessa corrida desenfreada da vida? Não é contra alguém, mas contra um sistema de valores e forças espirituais da maldade. Não é contra a carne e o sangue... (Ef 6.10-20). Não se trata de concorrermos com outras pessoas, mas contra as forças espirituais do mal. Nossa maratona implica em mantermos nosso padrão de conduta, com perseverança e firmeza na oração. Mas, qual tem sido nosso padrão de eficiência?
Ou, como podemos saber se estamos correndo bem, ou se estamos ficando para trás? Nosso padrão é a lei de Deus, ela nos faz saber qual a distância que estamos da perfeição divina. Podemos saber se estamos correndo com eficiência quando refletimos sobre o nosso relacionamento com Deus, se temos prazer na lei de Deus, na comunhão pessoal, diariamente, com Ele. Ou se a nossa vida cristã se resume apenas no formalismo religioso dominical, tradicional, ou sacramental... Se nos acharmos auto-suficientes e auto-confiantes ao ponto de desprezarmos as possibilidades e potencialidades adversárias, vamos ser, fatalmente, surpreendidos com a derrota.
Mas não devemos nos limitar à defensiva. Temos um duplo desafio: RESISTIR (aprimorar a defesa) e LUTAR, ATACAR.
_ “Temos de ser bigornas, quando homens perversos são martelos” (Spurgeon). Sim, podemos dizer com segurança na Palavra divina, DEUS NOS DÁ FORÇA PARA VIVER e VENCER!
Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br
Precisamos nos dar conta de que não podemos fugir à luta, porque a vitória é necessária para a nossa auto-estima. É a luta para a superação dos próprios limites. E quando vencemos, apesar da luta e do sacrifício, ou mesmo até por causa deles, somos bafejados por um sentimento de auto realização que traz paz, alegria e confiança própria. Se nos entregamos à derrota, abatidos e vencidos, tornamo-nos depressivos, tímidos e covardes. Assim, pois, a luta é necessária e inevitável, mas a vitória é imprescindível e indispensável para a nossa saúde física, mental, emocional e espiritual.
Somos convocados para completar a prova, superando os obstáculos, vencendo o cansaço e as dificuldades. Completar a carreira para a qual o Senhor nos convocou. Portanto, precisamos estar atentos, “em posição de sentido”, vigiando e orando, para que estejamos em pé na presença do Filho de Deus “naquele dia” no pódio do Juízo Final.
Contra quem estamos lutando, ou, com quem estamos concorrendo nessa corrida desenfreada da vida? Não é contra alguém, mas contra um sistema de valores e forças espirituais da maldade. Não é contra a carne e o sangue... (Ef 6.10-20). Não se trata de concorrermos com outras pessoas, mas contra as forças espirituais do mal. Nossa maratona implica em mantermos nosso padrão de conduta, com perseverança e firmeza na oração. Mas, qual tem sido nosso padrão de eficiência?
Ou, como podemos saber se estamos correndo bem, ou se estamos ficando para trás? Nosso padrão é a lei de Deus, ela nos faz saber qual a distância que estamos da perfeição divina. Podemos saber se estamos correndo com eficiência quando refletimos sobre o nosso relacionamento com Deus, se temos prazer na lei de Deus, na comunhão pessoal, diariamente, com Ele. Ou se a nossa vida cristã se resume apenas no formalismo religioso dominical, tradicional, ou sacramental... Se nos acharmos auto-suficientes e auto-confiantes ao ponto de desprezarmos as possibilidades e potencialidades adversárias, vamos ser, fatalmente, surpreendidos com a derrota.
Mas não devemos nos limitar à defensiva. Temos um duplo desafio: RESISTIR (aprimorar a defesa) e LUTAR, ATACAR.
_ “Temos de ser bigornas, quando homens perversos são martelos” (Spurgeon). Sim, podemos dizer com segurança na Palavra divina, DEUS NOS DÁ FORÇA PARA VIVER e VENCER!
Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br
RESPEITO AOS TRISTES
“Confesso que sou introspectivo e, muitas vezes, melancólico. Quando ainda era criança, gostava de ficar debaixo de uma árvore, sozinho, para pensar na vida. Continuo assim. Prefiro o silêncio às festas, as refeições com poucas pessoas aos banquetes. E se não tomar cuidado, facilmente caio em depressão.
Essa minha índole quieta não me importuna, mas eu percebo que ela causa alguns constrangimentos na comunidade evangélica. Poucas vezes escrevi textos cinzentos, mas logo fui docemente aconselhado a não repetir tal deslize. Avisaram-me que os crentes não estão preparados para lidar com a tristeza. E que as pessoas gostam de artigos otimistas. Realmente! O movimento evangélico se alastrou no final do século XIX, num tempo em que se respirava um clima de grande otimismo. Acreditava-se que em poucos anos, evangelistas, missionários e pastores converteriam o mundo, antecipando o iminente reino milenar de Cristo. Nosso berço foi embalado com a promessa de que seríamos a “última geração antes do arrebatamento”. Nascemos num clima de euforia. Portanto, não toleramos qualquer mensagem que revele um jeito menos bem sucedido de encarar a vida.
Sinto-me censurado quando exponho meus sentimentos contaminados de uma vaga e doce tristeza. Sentimentos que, a bem da verdade, me comprazem e me conduzem à meditação. Mas como explicar isso para minha geração? Fico sem saída, pois não quero só escrever textos sobre como me sinto campeão; recuso teatralizar minha solidez e não quero enganar sobre minha santidade. Em diversas ocasiões tenho a sensação de que estou só entre gigantes da fé. Haveria mais gente como eu? Sei que existem profetas, poetas e santos que também convivem com o desalento. Celebro a honestidade de todos os que, corajosamente, detectam sentimentos menos brilhosos e, iguais a mim, não se sentem culpados.
Ditosos os que choram, pois reconhecem que a vida não é composta só de luzes. Quem busca apenas o riso, querendo perenizar o prazer, cairá no profundo abismo do desencanto. Só os tristes sabem os segredos das noites sem lua e que algumas dimensões nobilíssimas da nossa humanidade somente se expressam em corredores de morte. Grandes são todos os que permanecem em pé mesmo quando não há luz nenhuma. Ditosos os que entram em contato com suas angústias. Os que ocultam suas inquietações com frases e clichês religiosos se condenam à superficialidade. Não existe tese religiosa que consiga se impor com mais força que a própria vida. De nada vale repetir slogans que prometem um mundo cor de rosa. Mais cedo ou mais tarde virá a tempestade que assola a casa. Ventos contrários varrerão projetos cautelosos e, quem não edificar sua vida na verdade, ruirá implacavelmente.
Ditosos os que não se consideram emocionalmente incólumes. Eles sabem que ninguém possui controle direto sobre suas emoções e reconhecem, inclusive, que serão traídos pelos incidentes do cotidiano. Eles vão até o fundo do poço e não se sentem fracassados, pois sabem que tanto alegrias como tristezas são passageiras.
Ditosos os que admitem suas depressões. Eles não tentam sublimar as inquietações com ativismos. Sofrimento é a única dimensão da vida comum a todos os homens e mulheres. Quem tenta blindar-se das tristezas precisa também se proteger da alegria. Fugir do sofrimento significa amortecer a felicidade.
Ditosos os que podem lamentar em público. Eles não precisam de sorrisos plásticos, de discursos demagógicos ou da arrogância religiosa, pois se sentem acolhidos em sua honestidade. Eles sabem que não serão apedrejados quando se mostram frágeis, porque vivem entre amigos verdadeiros.
Ditosos os que se parecem com Jesus de Nazaré. Ele nunca mentiu sobre Sua angústia ou solidão. No jardim, afirmou: “Minha alma está triste até a morte”. Na cruz bradou: “Pai, por que me desamparaste?”. Mesmo depois desses desabafos, Deus Lhe deu um nome que está acima de todo nome. Se o Filho Unigênito pôde falar assim, ninguém deve temer revelar o tamanho de sua vulnerabilidade. Esses ditosos podem seguir tranquilos pela vida, porque a tristeza, segundo Deus, não é para a morte. Aleluia.”[1]
[1] Autoria desconhecida
Essa minha índole quieta não me importuna, mas eu percebo que ela causa alguns constrangimentos na comunidade evangélica. Poucas vezes escrevi textos cinzentos, mas logo fui docemente aconselhado a não repetir tal deslize. Avisaram-me que os crentes não estão preparados para lidar com a tristeza. E que as pessoas gostam de artigos otimistas. Realmente! O movimento evangélico se alastrou no final do século XIX, num tempo em que se respirava um clima de grande otimismo. Acreditava-se que em poucos anos, evangelistas, missionários e pastores converteriam o mundo, antecipando o iminente reino milenar de Cristo. Nosso berço foi embalado com a promessa de que seríamos a “última geração antes do arrebatamento”. Nascemos num clima de euforia. Portanto, não toleramos qualquer mensagem que revele um jeito menos bem sucedido de encarar a vida.
Sinto-me censurado quando exponho meus sentimentos contaminados de uma vaga e doce tristeza. Sentimentos que, a bem da verdade, me comprazem e me conduzem à meditação. Mas como explicar isso para minha geração? Fico sem saída, pois não quero só escrever textos sobre como me sinto campeão; recuso teatralizar minha solidez e não quero enganar sobre minha santidade. Em diversas ocasiões tenho a sensação de que estou só entre gigantes da fé. Haveria mais gente como eu? Sei que existem profetas, poetas e santos que também convivem com o desalento. Celebro a honestidade de todos os que, corajosamente, detectam sentimentos menos brilhosos e, iguais a mim, não se sentem culpados.
Ditosos os que choram, pois reconhecem que a vida não é composta só de luzes. Quem busca apenas o riso, querendo perenizar o prazer, cairá no profundo abismo do desencanto. Só os tristes sabem os segredos das noites sem lua e que algumas dimensões nobilíssimas da nossa humanidade somente se expressam em corredores de morte. Grandes são todos os que permanecem em pé mesmo quando não há luz nenhuma. Ditosos os que entram em contato com suas angústias. Os que ocultam suas inquietações com frases e clichês religiosos se condenam à superficialidade. Não existe tese religiosa que consiga se impor com mais força que a própria vida. De nada vale repetir slogans que prometem um mundo cor de rosa. Mais cedo ou mais tarde virá a tempestade que assola a casa. Ventos contrários varrerão projetos cautelosos e, quem não edificar sua vida na verdade, ruirá implacavelmente.
Ditosos os que não se consideram emocionalmente incólumes. Eles sabem que ninguém possui controle direto sobre suas emoções e reconhecem, inclusive, que serão traídos pelos incidentes do cotidiano. Eles vão até o fundo do poço e não se sentem fracassados, pois sabem que tanto alegrias como tristezas são passageiras.
Ditosos os que admitem suas depressões. Eles não tentam sublimar as inquietações com ativismos. Sofrimento é a única dimensão da vida comum a todos os homens e mulheres. Quem tenta blindar-se das tristezas precisa também se proteger da alegria. Fugir do sofrimento significa amortecer a felicidade.
Ditosos os que podem lamentar em público. Eles não precisam de sorrisos plásticos, de discursos demagógicos ou da arrogância religiosa, pois se sentem acolhidos em sua honestidade. Eles sabem que não serão apedrejados quando se mostram frágeis, porque vivem entre amigos verdadeiros.
Ditosos os que se parecem com Jesus de Nazaré. Ele nunca mentiu sobre Sua angústia ou solidão. No jardim, afirmou: “Minha alma está triste até a morte”. Na cruz bradou: “Pai, por que me desamparaste?”. Mesmo depois desses desabafos, Deus Lhe deu um nome que está acima de todo nome. Se o Filho Unigênito pôde falar assim, ninguém deve temer revelar o tamanho de sua vulnerabilidade. Esses ditosos podem seguir tranquilos pela vida, porque a tristeza, segundo Deus, não é para a morte. Aleluia.”[1]
[1] Autoria desconhecida
A CHAVE DE OURO DO PALÁCIO REAL
"Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (João1:12).
Era costume, na Espanha, o rei conceder aos nobres de posição elevada, uma chave que era colocada no cinto, como sinal de honra, para que pudessem entrar a qualquer hora no palácio real. Nossa Bíblia é tida como uma chave de ouro que permite aos que a possuem, entrar a qualquer momento, na casa do tesouro do Rei dos reis.
Somos filhos de Deus. Somos herdeiros dos Céus de glória.Recebemos, ao aceitar Cristo no coração, a permissão maravilhosa de entrar na sala do trono real, na presença de nosso Deus, o Senhor dos senhores, Aquele que é o Princípio e o Fim, que escreveu o nosso nome em Seu Livro de vida, eque preparou uma morada celestial para que pudéssemos ali viver, em plenitude de júbilo, para sempre.A chave da bênção eterna é concedida aos nobres do reino de Deus.
E para que nos tornemos nobres, de posição elevada,não precisamos ter dinheiro, ou antepassados ilustres, ou qualquer título de nobreza deste mundo. É necessário apenas que creiamos em Jesus, que nos arrependamos dos pecados, que aceitemos a Cristo como nosso Senhor e Salvador.
Mais importante e valioso que o título de Duque, ou deMarquês, ou de Barão, é termos o nobre título de "filhos deDeus". Nenhum título honorífico é superior ao de filho do Deus Todo Poderoso.De posse dessa chave, podemos entrar e falar com o nosso Senhor a qualquer instante. Podemos lhe pedir socorro nas horas de angústia, podemos pedir ajuda para vencer um obstáculo, podemos pedir cura na hora de uma enfermidade,podemos pedir direção quando estamos perdidos no caminho, e,especialmente, podemos simplesmente dizer: "Obrigado Senhor,por todas as bênçãos que tenho recebido".Você já tem essa chave? Não deixe de usá-la, em qualquer circunstância.
Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
Visite minha homepage:Escuro Iluminado
Era costume, na Espanha, o rei conceder aos nobres de posição elevada, uma chave que era colocada no cinto, como sinal de honra, para que pudessem entrar a qualquer hora no palácio real. Nossa Bíblia é tida como uma chave de ouro que permite aos que a possuem, entrar a qualquer momento, na casa do tesouro do Rei dos reis.
Somos filhos de Deus. Somos herdeiros dos Céus de glória.Recebemos, ao aceitar Cristo no coração, a permissão maravilhosa de entrar na sala do trono real, na presença de nosso Deus, o Senhor dos senhores, Aquele que é o Princípio e o Fim, que escreveu o nosso nome em Seu Livro de vida, eque preparou uma morada celestial para que pudéssemos ali viver, em plenitude de júbilo, para sempre.A chave da bênção eterna é concedida aos nobres do reino de Deus.
E para que nos tornemos nobres, de posição elevada,não precisamos ter dinheiro, ou antepassados ilustres, ou qualquer título de nobreza deste mundo. É necessário apenas que creiamos em Jesus, que nos arrependamos dos pecados, que aceitemos a Cristo como nosso Senhor e Salvador.
Mais importante e valioso que o título de Duque, ou deMarquês, ou de Barão, é termos o nobre título de "filhos deDeus". Nenhum título honorífico é superior ao de filho do Deus Todo Poderoso.De posse dessa chave, podemos entrar e falar com o nosso Senhor a qualquer instante. Podemos lhe pedir socorro nas horas de angústia, podemos pedir ajuda para vencer um obstáculo, podemos pedir cura na hora de uma enfermidade,podemos pedir direção quando estamos perdidos no caminho, e,especialmente, podemos simplesmente dizer: "Obrigado Senhor,por todas as bênçãos que tenho recebido".Você já tem essa chave? Não deixe de usá-la, em qualquer circunstância.
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