sábado, 2 de janeiro de 2010

O SENHOR É BOM

_ “O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam” (Naum 1.7).

Não apenas “bonzinho”, ou bom algumas vezes. O texto diz que Ele é, dando-nos a ideia de continuidade consistente. Além de ser bom o tempo todo, continuamente, o Senhor é bom plenamente.

A certeza da bondade de Deus para com os Seus filhos deveria nos encorajar a buscá-Lo com mais determinação e confiança, sabendo que Ele é quem nos acolhe e nos sustenta amorosamente, quando não nos resta qualquer outra alternativa. Como é certo que Deus nos corrige porque nos ama, é certo também que aqueles que ousam se aproveitar daqueles que estão sendo disciplinados receberão a justa retribuição pelos seus atos indignos e maldosos.

Podemos descansar no Senhor, pois a ira pertence a Ele. A Ele pertence a nossa causa. Nele podemos confiar que, ainda que chorando e gemendo, seremos por fim vitoriosos! Porque a bondade do Senhor para conosco é incomensurável. Ele nos ama com amor eterno: "De longe o Senhor me apareceu, dizendo: Pois que com amor eterno te amei, também com benignidade te atraí... Tomei-os nos meus braços; mas não entendiam que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor... Me inclinei para lhes dar de comer".[1]

Sim, "o amor de meu Cristo é ventura, repleto de graça sem par. Oh! Ternura, graça e amor me dispensa o Salvador!"[2]

Sim, o Senhor é bom e tem prazer em partilhar conosco a Sua bondade. E isto, sem dúvida, é o que de mais necessitamos. Confiemos, pois, na bondade do Senhor!

O SENHOR É BOM([3]),
O SENHOR É BOM O TEMPO TODO([4]).
O TEMPO TODO O SENHOR É BOM ([5])! ALELUIA!


Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br


[1] Jr 31.3; Os 11.3-4
[2] Hino No 389 C.C.
[3] Sl 31.19; 107.8; Mc 10.18
[4] Sl 52.1
[5] Zc 9.17; Rm 2.4; 11.22; 1Pe 2.3

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

NO DIA DA ANGÚSTIA

A palavra “angústia” significa pressentimento de terror, grande aflição, desgosto, agonia ou tristeza profunda. Gastão Pereira da Silva disse: “A angústia é o câncer do espírito.”
A angústia continua sendo uma experiência universal. Milhares de pessoas, diariamente, em todos os lugares, procuram os gabinetes pastorais, consultórios de analistas e psicólogos atrás de uma solução para os anseios mais profundos de suas almas . Elas sofrem de angústia, a doença dos séculos. Mas, e nós, o que fazemos, ou como reagimos no dia da angústia? Tempo quando os amigos desaparecem, quando emudecem as vozes de júbilo, os cânticos de alegria e regozijo. Tempo quando nos sentimos como num vácuo de uma aeronave em viagem interplanetária... Tempo quando a solidão e a incerteza consomem nossa resistência física, moral, mental e espiritual. Tempo quando as lágrimas já não mais nos aliviam, por se haverem de todo se esgotado... Tempo quando paira sobre nossas cabeças a penumbra e sombra aterradora da morte. Tempo de se afastar, tempo de chorar, tempo de morrer!

Em tais condições, dormimos mal, temos insônia, acordamos mal humorados, cansados. Sentimo-nos inúteis, fúteis, sem ninguém. É como se fôssemos invisíveis e os demais que nos cercam meros robôs, máquinas insensíveis, frias, estáticas. Um tipo de inércia das funções intelectuais, morais e espirituais. Alguns se desesperam, enlouquecem, se drogam, se entorpecem. Outros há que não suportando o vazio interior e a desmotivação exterior chegam ao extremo do suicídio. É o limite da razão entre a esperança e o desespero, quando não se vê nenhuma luz no fim do túnel. Agimos e pensamos a respeito de nós mesmos como Mefibosete, filho de Jônatas, diante da acolhida de Davi: “Vindo Mefibosete, filho de Jônatas, filho de Saul, a Davi, inclinou-se, prostrando-se com o rosto em terra. Disse-lhe Davi: Mefibosete! Ele disse: Eis aqui teu servo! Então, lhe disse Davi: Não temas, porque usarei de bondade para contigo, por amor de Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. Então, se inclinou e disse: Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?”.[2]

Da mesma forma, o salmista descreve a situação dos israelitas no cativeiro como alguém cujas forças se esgotaram e a esperança definhara: “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do SENHOR em terra estranha?” ([3]).

Contudo, a Palavra de Deus nos diz: “O SENHOR é tardio em irar-se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés... O SENHOR é bom, é fortaleza no dia da angústia e conhece os que nele se refugiam”.


Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br



[4]
[1] 1Rs 19:9-10
[2] 2 Sm 9.6-8
[3] Sl 137.1-4
[4] Naum 1.3, 7

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

O SENTIDO DA VIDA

Nesse final de ano (2009) várias pessoas deram cabo da própria vida. Uma jovem atriz, porque estava esquecida pela TV, não tinha mais motivação para viver, visto que seu trabalho não era reconhecido pela mídia. Um jovem obreiro de uma igreja evangélica do Rio de Janeiro deu um tiro na cabeça porque a esposa o abandonou, o amor à esposa era a razão de sua existência. E por aí vai... Milhares de homens e mulheres se precipitam para a morte ao se verem sem motivação e razão para continuarem vivendo. Gente que perdeu a razão de viver porque, para eles, o sentido da vida estava nessas coisas: trabalho, sucesso, família, mulher, fama, dinheiro, sexo, etc.

Qual o sentido da vida para você? Há quem perca a motivação de viver quando se aposentam, ou quando se vêem isolados de amigos e parentes, esquecidos, solitários.
Paulo, apóstolo, encontrava-se preso em Roma, acorrentado entre soldados romanos de plantão; recebendo afrontas e zombaria da parte de religiosos que também pregavam o evangelho de Cristo, mas que advogavam a “teologia da prosperidade”. Os quais julgavam-no fracassado pelo fato de estar encarcerado por pregar o evangelho de Cristo. Eles diziam que um pregador vitorioso não podia “aceitar” o sofrimento, a perseguição, enfermidades e a morte. Deveria demonstrar o poder de Deus, determinando que todo o mal fosse derrotado e repelido em nome de Jesus. Algo como se diz hoje em dia. Contudo, Paulo exalava a verdadeira alegria cristã; a qual é mencionada cerca de 16 vezes. Sua postura é serena e tranquila. Mais que isto, é de pleno gozo e regozijo. Sua vida era plena de contentamento por sentir-se no centro da vontade de Deus, em Cristo Jesus. Ele encontrou o verdadeiro sentido da vida, razão para viver e morrer: “Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (Fl 1.21).

Ou seja, “a razão da minha vida é Cristo. Tanto faz viver alguns anos mais aqui nesta Terra, ou morrer e viver eternamente com Cristo, no céu. Ou melhor, se o morrer é estar plenamente com Cristo, então é ainda melhor que continuar vivendo aqui. De qualquer forma, estar em Cristo faz toda a diferença, todo o sentido para mim”. Em Primeira Coríntios 15.28, ele escreveu: “...para que Deus seja tudo em todos”. Em Colossenses 3.111, ele completa: “... Cristo é tudo em todos”. Na carta Aos Filipenses ele demonstra sua segurança e alegria de viver em Cristo como a expressão de sua motivação pra viver: O verdadeiro sentido da vida – Cristo. Que este seja a motivação e razão para vivermos, tanto no ano de 2010 como nos anos que o Senhor nos permitir continuar vivendo.

Portanto, FELIZ ANO NOVO, COM O VERDADEIRO SENTIDO DA VIDA: CRISTO!

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

IGREJA: LUGAR DO PERDÃO E DA FESTA

Gostaria de pensar com você este tema tão especial, tão sugestivo. Lembro-me da famosa parábola do filho pródigo contada por Jesus. Depois de consumir todos os seus bens, o filho, passando necessidade, lembra-se do pai – do seu amor, do seu carinho, da sua aceitação e do seu perdão.

O filho, ao pensar no pai, vê-se seguro porque confia no seu amor. Como é bom e precioso sabermos que somos amados por Aba! Como também é muito importante sabermos que há pessoas que nos amam e têm prazer em estar com a gente. A Igreja é lugar de gente que ama, perdoa, aceita e encoraja no Espírito. Era assim que vivia a igreja primitiva (At 2.42-47; 4.32-37). Os dois pilares da vida cristã – amor a Deus e ao próximo – eram vivenciados pelo povo de Deus. Havia perdão entre eles. Era uma comunidade onde havia festa, alegria. Quando o filho pródigo voltou para casa, o pai promoveu uma grande festa. Todos os encontros da comunidade do Pai devem ser de festa porque fomos aceitos no amado. “Para louvor da glória de Sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça”(Ef 1.6,7). Então, há festa no céu quando um pecador se arrepende. Foi Jesus que disse esta verdade (Lc 15.10). Isto é simplesmente maravilhoso.

No ambiente da comunidade a graça de Deus opera de forma tão forte que todos nos sentimos iguais. Somos interdependentes. Não há acepção, preconceito, rejeição, mas amor repartido que produz atitudes e atos coerentes e pertinentes em Cristo Jesus para a saúde do Seu corpo. Onde há perdão e cura, há festa. Onde há comunhão, há plena alegria. É no ambiente da graça que vem o tratamento de Deus sobre nossas vidas, pois nada, absolutamente nada merecemos. Deus trabalha em nós por meio do Seu Espírito operando o novo nascimento, aplicando-nos o caráter de Cristo. A Igreja primitiva tinha amor, perdão, pão, comunhão, testemunho e Testemunho (missão). Ela era um hospital e Jesus, o médico. Quanto mais se vivia Cristo mais saudável era a Igreja e mais relevante no mundo. As pessoas eram atraídas para a igreja pelo estilo de vida dos crentes. O modo de vida do povo de Deus era atraente. Infelizmente hoje a maneira de viver dos membros das igrejas é repelente. Para atrair pessoas as igrejas usam de eventos, grandes concentrações, ‘reuniões milagrosas’, pregação da teologia da prosperidade e outros mecanismos meramente pragmáticos ( o que funciona melhor?). As pessoas precisam ver Cristo na comunidade dos salvos – os redimidos pelo Seu sangue.

Ser Igreja é ser Cristo nas atitudes e nos atos. Ser Igreja é caminhar na total dependência do Seu Senhor. É caminhar na direção dos párias, dos ébrios, dos maltrapilhos, dos pobres, dos miseráveis, dos doentes física e emocionalmente, dos violentados, dos drogados, dos aidéticos e de todos os que a sociedade secularizada rejeita. É necessário sairmos das quatro paredes, da nossa zona de conforto e partirmos para socorrer os que estão “cansados e oprimidos” para que Jesus os alivie (Mt 11.28-30). Como Igreja, precisamos ser Cristo em carne e osso agindo neste mundo mau e tenebroso, sem esperança. Saiamos da acomodação, da inércia e da mesmice. Sejamos pessoas de oração, de profundidade espiritual e de criatividade, colocando em prática os ensinos do Mestre. Que sejamos pessoas inconformadas com tudo o que aí está. Que experimentemos um ‘descontentamento santo’ (Bill Hybels).

Realmente, não podemos nos conformar com este mundo, mas que experimentemos a metamorfose (transformação) do Senhor (Rm 12.1,2). Dia após dia vivamos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Sejamos a comunidade terapêutica, a comunidade invasora e catalisadora, a comunidade cheia do Espírito para fazer toda a diferença neste mundo que ‘jaz no maligno’ (1 João 5.19). Como Jesus, andemos por toda a parte fazendo sempre o bem (At 10.38). Homens e mulheres cheios do amor do Pai, da graça de Cristo e do poder e da consolação do Espírito Santo até que Cristo volte. Maranata, Jesus!!!


OSWALDO LUIZ GOMES JACOB, PR.
SEGUNDA IGREJA BATISTA EM BARRA MANSA, RJ.
www.oswaldojacob.com

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FELIZ PRESTAÇÃO DE CONTAS

“Deus pede estrita conta do meu tempo,
e eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo,
o tempo me foi dado e não fiz conta.
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero fazer conta e não há tempo.”[1]

Na parábola contada por Jesus, em Lc 12.35-48, há algumas advertências cruciais quanto à entrada no reino de Deus.

Primeiro (v. 35-40), Jesus ilustra com a história do servo (empregado ou mordomo) vigilante, cujo patrão saíra para celebrar seu casamento, e voltaria sem prévio aviso. O servo deveria estar preparado para o retorno de seu senhor a qualquer momento.

Com isto Jesus estava ilustrando como ocorrerá a Sua volta para buscar a Sua igreja, os redimidos pelo Seu precioso sangue. A essa altura Pedro fez-Lhe uma importante pergunta: “Senhor, proferes esta parábola para nós ou também para todos” (v.41). Jesus respondeu-lhe com outra pergunta: “Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (Lc 12.42). E acrescenta que aquele a quem for achado em falta receberá as devidas consequencias de sua negligência, assim como aquele que estiver fazendo a vontade do seu senhor receberá a devida recompensa.

Com estas palavras Jesus não está afirmando que alguém será salvo pelas obras, mas advertindo-nos para um viver coerente com a vontade de Deus. Em outras palavras, que o verdadeiro servo de Deus é aquele que não se descuida de buscar cumprir, servir e obedecer a vontade do seu Senhor; dEle, o Senhor Jesus.

O Senhor Jesus conclui sua exortação enfatizando a responsabilidade daqueles que ouvem, os que conhecem de alguma forma o evangelho da salvação em Cristo Jesus. E o Senhor faz uma surpreendente declaração, enfatizando ainda mais sobre a responsabilidade de cada um diante da Palavra de Deus. Ao contrário das leis de nosso país, que privilegiam aqueles que têm curso superior e maior instrução, colocando-os em celas especiais, concedendo-lhes penas alternativas e mais brandas em relação aos demais que não possuem graduação superior (embora, na verdade, o que funciona mesmo seja a conta bancária...); Jesus diz que perante o julgamento divino ocorrerá o contrário. Ou seja, “aquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido e aquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão” (Lc 12.48).

Ora, essa é uma tremenda advertência a todos quantos recebem, diariamente, a oportunidade de ouvir e praticar o evangelho de Cristo. Advertência para todos nós que conhecemos, de alguma forma, a Palavra de Deus. Nossa responsabilidade é proporcional ao grau de conhecimento que temos. Portanto, resta-nos apenas considerar a pergunta perscrutadora do Senhor Jesus: “Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo?” (Lc 12.42). Pense nisto!

Pr. Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

[1] Poema de Laurindo Rabelo