sexta-feira, 27 de abril de 2012

VENCENDO A AMARGURA

“E, percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo Espírito Santo de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não o permitiu. E, tendo contornado Mísia, desceram a Trôade. À noite, sobreveio a Paulo uma visão na qual um varão macedônio estava em pé e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos. Assim que teve a visão, imediatamente, procuramos partir para aquele destino, concluindo que Deus nos havia chamado para lhes anunciar o evangelho” (At 16. 6-10). Nós também, os que cremos, não ficamos livres das correções e da disciplina divina. Temos muitos exemplos da Palavra de Deus, vejamos alguns: Moisés, o grande líder, enfrentava as dificuldades habituais no comando do povo de Deus no deserto. Sua postura era de equilíbrio sacerdotal entre Deus e o povo. Tinha, aparentemente, o controle de suas emoções e toda a liberdade para agir e reagir com o povo. E, até mesmo, para errar, falhar. Entretanto, quando vacilou diante de uma ordem divina, batendo na rocha com desconfiança e irritação, sem exercer a fé que procurava despertar no povo, então, tudo mudou para ele. Deus o disciplinou duramente, impedindo-o de desfrutar o privilégio da posse da Terra Prometida. E Deus não retrocedeu, não mudou sua decisão... Outro caso aparentemente sem grande importância, do ponto de vista humano, é o de Davi. Quando resolveu contar o povo sem consultar a Deus, ou contrariando o que Deus determinara, atraiu para si duras conseqüências. E Deus não o livrou do castigo... Estes exemplos nos mostram o lado da disciplina e justiça divina, como nos diz a Palavra de Deus em Hb 12.5-11. Porém, é bom lembrar que nenhum destes homens, tanto Moisés e Davi, como Paulo e Silas, perdeu o tempo lamentando sua sorte, ou desfazendo-se em amargura contra a vontade expressa de Deus. Pelo contrário, diz a Bíblia que eles venciam a amargura de forma positiva: oravam e cantavam hinos a DEUS... Então, o que precisamos não é ficar nos desfazendo em culpas e remorso, mas, sim, nos arrepender dos pecados e confiarmos inteiramente no Senhor; vencendo as preocupações, culpas e decepções através do louvor e adoração a Deus. A amargura é algo desagradável. Ela não se contenta em ficar sozinha, contamina a muitos. Traz escravidão e miséria à alma humana. Ela atrapalha o crescimento cristão. E a causa, ou raiz, da amargura é o resistir da graça de Deus: “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor, atentando, diligentemente, por que ninguém seja faltoso, separando-se da graça de Deus; nem haja alguma raiz de amargura que, brotando, vos perturbe, e, por meio dela, muitos sejam contaminados” (Hb 12:14-15). Precisamos nos lembrar sempre que Cristo Jesus é a nossa suficiência. O problema, porém, é que muitos crentes não reconhecem, realmente, Jesus como Senhor de suas vidas. Vivem abaixo das circunstâncias. Paulo não se sentia derrotado. Ele estava acima das circunstâncias. Quando o Senhor Jesus for o Senhor de nossas vidas, teremos vitória sobre a amargura. Pr. Vanderlei Faria pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

AMAR E AMAR MAIS E MAIS

"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele" (João 14:21). Charles Spurgeon conta sobre o Sr. Welch, um ministro de Suffolk, que foi visto sentado e chorando. Alguém lhe perguntou: "Querido Sr. Welch, por que você está chorando?" "Bem", ele respondeu, "eu não posso lhe dizer". Mas quando insistiram, ele respondeu: "eu estou chorando porque não posso amar Cristo mais do que já amo." Como é gratificante, para aquele que abriu seu coração para Jesus, tê-lo em sua companhia. A presença do Senhor faz toda a diferença. Sem Ele tudo seria insípido, não haveria prazer em nossas vidas e nossos dias seriam vazios e sem brilho. Ele nos enche de amor e nos regozijamos em poder amá-Lo. Quando falamos com Ele em oração, a verdadeira alegria invade nossas almas e tudo o que fazemos é prazeroso. Sua presença nos enche de júbilo e colore os nossos dias. Queremos amar ao Senhor mais e mais; queremos servi-Lo com determinação; queremos compartilhar Sua Palavra com todos que encontramos; queremos gritar bem alto que Ele é o Caminho, que não existe outro e que nossa vida mudou desde que começamos a caminhar com Ele. Muitos O ignoram. Muitos se julgam capazes de viver sem ele. Muitos o rejeitam e até dizem crer que Ele não existe. Não creio que sejam felizes como eu sou. Não creio que enfrentam as lutas da vida com a mesma paz que eu costumo enfrentar. Não creio que sejam vitoriosos na realização de seus sonhos como eu sou. Eu amo ao meu Jesus. Quero amá-lo com todo o fervor de minha alma. Quero dedicar o máximo de mim em adorá-Lo. Quero ouvi-Lo chamar por meu nome no grande dia final. Quero viver com Ele para sempre nas moradas celestiais. Eu O amo demais. Você o ama? Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet! Visite minha homepage:Escuro Iluminado

quarta-feira, 25 de abril de 2012

DEUS NOS TRAZ ESPERANÇA

“Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lm 3.21-25). Lembro-me de tantos homens e mulheres que, ao longo de meu ministério, têm apresentado seus “espinhos” como algo insuportável. São aqueles momentos quando somos confrontados com os dramas amorosos das pessoas. Gente que tem que conviver com um parceiro a quem não ama. Mulheres cujos maridos se tornaram insuportáveis pela grosseria e maus tratos. Homens cujas mulheres há muito não os satisfazem. Então, nesse clima de insatisfação emocional e sentimental, aparece alguém por quem se apaixona, se encanta... Muitas vezes em conseqüência da afinidade existente entre ambos, por viverem dramas semelhantes. Aí começa a dor no mais profundo da alma do crente sincero e temente a Deus. É quando constatamos a instalação em nosso coração de um verdadeiro “espinho na carne”. Isto porque, como servos do Senhor, temos a plena convicção do pecado nessa paixão. Porém, ao mesmo tempo, não se consegue arrancar facilmente esse sentimento enraizado no coração. Não se consegue dar ordens ao coração. E a imaginação voa tremendamente. Ao mesmo tempo a consciência cristã acusa o pecado que jaz à porta. O coração, o sentimento carnal, a tendência humana caída, leva o cristão para o outro lado. Dá-se, então, o conflito interior, a angústia, a luta íntima. É um verdadeiro drama, um espinho doloroso na carne humana. É a nossa incessante luta contra a carne e o pecado. Luta esta da qual só ficaremos inteiramente livres quando chegarmos à presença do Senhor. Fico pensando como são freqüentes esses problemas no meio do povo de Deus! Homens e mulheres arrastando um fardo tremendo de amor e culpas, tristes e solitários, como a mulher samaritana. Sem coragem de apresentarem a Deus em oração sua triste condição. Alguns passam a vida toda mal-humorados, arredios, desconfiados, irritadiços e tristes. Outros se matam de trabalhar, são considerados pelas conquistas e realizações profissionais, tornam-se famosos, realizados, porém, frustrados e frustrantes. Outros, ainda, não suportando a angústia e a pressão interior, chutam o balde e se entregam completamente à loucura daquela paixão contida, refreada. Esses têm que suportar as conseqüências de seus atos... Por outro lado, fico pensando na reação dos observadores. Como, normalmente, agimos com tanta leviandade e frieza diante de tais casos! Quase sempre as igrejas procuram resolver questões como tais, simplesmente, recomendando, ou exortando, os infelizes infratores no sentido de esquecerem o assunto, como se pudéssemos arrancar essas lembranças de nossas mentes quando assim o desejamos. Ou então, para simplificar e resolver o problema para a igreja, aconselhamos aos envolvidos pedirem o desligamento, ou exclusão, do rol de membros. Assim, julgamos solucionar o problema, pelo menos na questão de um possível escândalo. Mas, as perguntas que me ocorrem são estas: Será que, realmente, conseguimos solucionar esses problemas agindo dessa forma? E se não agirmos dessa forma, como enfrentar a situação? Deus nos traz esperança através de Sua Palavra: _ “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã. Grande é a tua fidelidade. A minha porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele. Bom é o SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca” (Lm 3.21-25). Pr. Vanderlei Faria pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

NO LUGAR ADEQUADO OU EM UM BOLSO QUALQUER?

"Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores" (Salmos 1:1). O que nós sabemos sobre a germinação de sementes? Guarde um grão de trigo em seu bolso toda sua vida e nunca mudará. Mas, coloque-o em um ambiente apropriado, um sulco da Terra, e ele brotará em um feixe vivo de grão. Todo tipo de vida exige seu ambiente adequado a fim de alcançar sua plenitude e potencial predestinado. Assim como um fazendeiro seria um grande tolo se achasse que as sementes guardadas em seu bolso produziriam uma grande colheita, assim também nós seríamos tolos se achássemos que, vivendo fora de nosso ambiente cristão, produziríamos uma grande colheita para o reino de Deus. O local apropriado para os filhos de Deus é a Sua santa presença. Uma vida de oração, de santidade, de busca de conhecimento das Escrituras, nos faz crescer, germinar, produzir frutos para a glória do nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Quando nos assentamos na roda dos escarnecedores, quando nos aliamos aos que têm prazer no pecado, quando nos escondemos à sombra dos indiferentes, quando nos associamos aos que colocam o Senhor em segundo plano, nada produzimos, nada acrescentamos, nada realizamos e nada somos. Podemos até nos parecer com o trigo, porém, não passamos de joio que não tem nenhum valor. O Senhor nos fez sementes espirituais e quer nos plantar no lugar adequado para a glória de Seu nome. Se nos colocamos no sulco de Sua vontade, logo seremos feixes graúdos e brilhantes onde todos verão a glória da presença de Cristo. Se sairmos do sulco onde fomos colocados, então não cumpriremos o propósito de Deus e jamais seremos bênçãos neste mundo. Você é uma semente plantada no local apropriado ou está escondida em um bolso qualquer? Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet! Visite minha homepage:Escuro Iluminado

terça-feira, 24 de abril de 2012

DEUS TEM O CONTROLE

“Vede, agora, que Eu Sou, Eu somente, e mais nenhum deus além de mim; eu mato e eu faço viver; eu firo e eu saro; e não há quem possa livrar alguém da minha mão” (Dt 32:39). Algumas vezes Ele nos manda sofrimentos para nos corrigir, para nos fazer voltar aos Seus santos e retos caminhos: Sl 119:67-76; Lm 3:38-44. Algumas vezes Deus nos consola a fim de aumentar a nossa compaixão para com as outras pessoas: 2 Co 1:3-5. Outras vezes para que possamos testemunhar de Seu amor: Jó 19:6-10. Sempre, porém, com o propósito de nos abençoar. Com o sofrimento, recebemos também a consolação. É claro que nem sempre entendemos como determinadas coisas ruins que nos acontecem podem redundar em algum tipo de benefício para nós mesmos ou para alguém. Principalmente quando se trata de perdas, enfermidades, ou mesmo de morte. Porém, se Deus diz, assim é, um dia haveremos de entender todas as coisas. Deus é soberano sobre tudo e sobre todos, nada acontece fora da vontade de Deus, mesmo os males que nos atingem. O propósito último de todas as coisas é a glória de Deus. Todas as coisas (boas ou ruins) cooperam para o nosso bem. Como Deus trabalhou com Pedro, para fortalecê-lo e treiná-lo para discipular e fortalecer a outros irmãos, e até mesmo a nós hoje, através de suas cartas: “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.31-32). Veja ainda os casos do cego de nascença (Jo 9.1-3) e a história de lázaro, amigo de Jesus: Jo 11.1- 6. E, o que dizer de João Batista: Mt 11.1-6; 14.1-12? João estava preso. Jesus passou perto, mas não foi visitá-lo. Ele morreu no cárcere, sem ser liberto do sofrimento por Jesus. No entanto, seu conceito por parte de Jesus foi de QUALIDADE TOTAL: Mt 11.8-11. Mesmo que, para isso, Deus tenha que nos colocar em um leito de enfermidade. Ou que tenhamos que passar tribulações, perdas ou fracassos. Ele, o Senhor, dispõe da nossa vida. Ele tem o controle de todas as circunstâncias. Até mesmo aquelas que nos são desagradáveis. Porém, o objetivo do cuidado do Senhor é nos levar a glorificá-Lo. E, ao mesmo tempo, nos fazer desenvolver na prática da oração e comunhão com Ele. Pr. Vanderlei Faria pastorvanderleifaria@yahoo.com.br