terça-feira, 22 de março de 2011

AS ESCRITURAS E O PECADO (2)

2. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o faz entristecer-se por causa do pecado.

Com respeito ao ouvinte do solo rochoso foi dito que "...esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo antes de pouca duração..." (Mateus 13:20, 21). Porém, acerca daqueles que foram convencidos de pecado, sob a pregação de Pedro, está registrado que eles se sentiram compungidos em seus corações (ver Atos 2:37).

O mesmo contraste se verifica hoje. Muitos ouvem um sermão floreado ou um discurso sobre a ''verdade dispensacional'', que exibe a capacidade de oratória ou mostra a habilidade intelectual do orador, mas que, usualmente, não contém qualquer aplicação à consciência. Aquela exposição é recebida com aprovação, mas ninguém é humilhado diante de Deus e nem é levado a andar mais perto dEle, por ela.

Porém, deixe-se que um servo fiel do Senhor (o qual pela graça divina não busca adquirir reputação por ''brilhantismo'') faça os ensinamentos bíblicos exercerem pressão sabre o caráter e a conduta, desvendando os tristes fracassos até mesmo dos melhores entre o povo de Deus, e embora a multidão despreze o mensageiro, as pessoas realmente regeneradas sentir-se-ão gratas pela mensagem que as leva a se lamentarem diante de Deus e a clamarem: "Desventurado homem que sou!" (Romanos 7:24).

Assim acontece quando lemos pessoalmente a Palavra. E assim sucede quando o Espírito Santo a aplica de tal maneira que sou levado a ver e a sentir minha corrupção íntima, para que eu seja verdadeiramente abençoado.

Que palavra encontramos no trecho de Jeremias 31:19: "Na verdade, depois que me converti, arrependi-me; depois que fui instruído, bati no peito; fiquei envergonhado, confuso, porque levei o opróbrio da minha mocidade!"

Meu prezado amigo, você conhece algo parecido com essa experiência? Os seus estudos da Palavra de Deus produzem um coração quebrantado e o levam a humilhar-se perante Deus? Fica você convicto de seus pecados, de tal modo que é levado a arrepender-se diariamente perante ele? O cordeiro pascal tinha de ser comido com ''ervas amargas'' (Êxodo 12:8). Por semelhante modo, quando realmente nos alimentamos da Palavra, o Espírito Santo a torna "amarga" para nós, antes de tornar-se doce ao nosso paladar.

Notemos a ordem das coisas, no trecho de Apocalipse 10.9: "Fui pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele então me fala: Toma-o, e devora-o; certamente ele será amargo ao teu estômago, mas na tua boca, doce coma mel". Essa será sempre a ordem da experiência: primeiramente deve vir a lamentação, e somente depois vem o consolo (Mateus 5:4); primeiro a humilhação, e depois a exaltação (I Pedro 5 :6).

A. W. Pink

segunda-feira, 21 de março de 2011

ENRIQUECENDO-SE COM A BÍBLIA

Nesta semana, a partir de hoje, pretendo postar uma série de estudos com o tema acima, de autoria de A. W. Pink. Espero que abençoe a todos quantos acessarem este blog.



AS ESCRITURAS E O PECADO

Há seriíssimas razões para crermos que grande parte da leitura e do estudo bíblicos, nestes últimos poucos anos, não tem sido de grande proveito para aqueles que disso se tem ocupado. E vamos mais longe; pois tememos grandemente que, em muitos casos, isso tem sido antes uma maldição do que uma bênção. Estamos perfeitamente cônscios de que esta é uma linguagem dura, mas não mais forte do que o caso exige. Os dons divinos podem ser sujeitados a uso errôneo, e as misericórdias divinas podem ser alvo de abusos. Que assim tem sido, naquilo que aqui salientamos, é evidente através dos frutos produzidos.

Até mesmo o homem natural pode (e com freqüência o faz) atirar-se ao estudo das Escrituras com o mesmo entusiasmo e prazer que faria se estudasse as ciências. Quando assim faz, aumenta o seu cabedal de conhecimentos, mas também aumenta o seu orgulho. Tal como o químico atarefado em fazer experiências interessantes, o pesquisador intelectual da Palavra é invadido de satisfação ao fazer ali alguma descoberta; mas a alegria deste último não é mais espiritual do que a alegria daquele primeiro.

Outrossim, tal como os sucessos de um químico geralmente acentuam o seu senso de importância própria, levando-o a olhar com desdém para outros, que sejam mais ignorantes que ele mesmo, assim também, desafortunadamente, dá-se no caso daqueles que investigam a numerologia, a tipologia, a profecia bíblica e outros temas dessa natureza.

O estudo da Palavra de Deus pode ser levado a efeito com base em vários motivos. Alguns lêem-na a fim de satisfazerem seu orgulho literário. Em certos círculos tornou-se algo respeitável e popular a obtenção de um conhecimento geral do conteúdo da Bíblia, simplesmente por ser considerado como defeito de educação a ignorância dela. Outros lêem a Bíblia para satisfazer seu senso de curiosidade, como o fariam com qualquer outro livro famoso. Ainda outros lêem-na para satisfazer seu orgulho sectarista. Esses consideram um dever estar bem familiarizados com as crenças particulares de sua própria denominação, pelo que também buscam ansiosamente textos de prova que dão apoio ao que eles chamam de ''nossas doutrinas''. Ainda há aqueles que lêem a Bíblia com a finalidade de argumentar com êxito com aqueles que discordam de suas opiniões. Em toda essa atividade, entretanto, não há qualquer pensamento acerca de Deus, não há qualquer anelo pela edificação espiritual, e, portanto, não há qualquer beneficio real para a alma.
Assim sendo, de que maneira nos podemos beneficiar da Bíblia? A passagem de II Timóteo 3:16,17 não nos fornece clara resposta para essa pergunta? Lemos ali: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." Observemos o que aqui é omitido: as Sagradas Escrituras não nos foram dadas a fim de satisfazer nossa curiosidade intelectual e nem nossas especulações carnais, e sim para habilitar-nos para toda boa obra, e isso mediante o ensino, a reprovação e a correção. Envidaremos esforços por ampliar isso com a ajuda de outros trechos bíblicos.

1. O indivíduo se beneficia espiritualmente quando a Palavra o convence de pecado.

Este é o seu primeiro préstimo: revelar a nossa depravação, desmascarar a nossa vileza, tornar conhecida a nossa iniquidade. A vida moral de um homem pode ser irrepreensível, seu trato com os seus semelhantes pode ser sem faltas; mas quando o Espírito Santo aplica a Palavra ao seu coração e à sua consciência, abrindo os seus olhos fechados pelo pecado para que perceba a sua relação e a sua atitude para com Deus, então ele exclama: "Ai de mim! Estou perdido!" (Isaías 6:5). É desse modo que toda a alma verdadeiramente salva é levada a perceber a necessidade que tem de Cristo. "Os sãos não precisam de médicos, e, sim, os doentes" (Lucas 5:31). Contudo, somente quando o Espírito aplica a Palavra, com poder divino, é que qualquer indivíduo é levado a sentir-se enfermo, enfermo até à morte.

Essa convicção, que impressiona o coração com o fato de que o pecado produziu tremenda devastação na constituição humana, não se restringe à experiência inicial, que precede de imediato à conversão. De cada vez que Deus bendiz a sua Palavra em meu coração, sou levado a sentir quão longe ando do padrão que Ele me apresenta, a saber: "...tornai-vos santos também vós mesmos em todo vosso procedimento" (I Pedro 1:15). Aqui, por conseguinte, temos o primeiro teste a ser aplicado: quando leio acerca dos tristes fracassos de diferentes personagens das Escrituras, isso me faz perceber quão infelizmente parecido com eles eu sou? E quando leio sabre a vida bem-aventurada e perfeita como a de Cristo, isso me faz reconhecer quão terrivelmente diferente sou eu dEle?

A. W. Pink

"NÃO CONSIGO ME IMAGINAR DISTANTE DA PRESENÇA DE DEUS"

"Não consigo me imaginar distante da presença de Deus" diz ex-Globeleza
Ela se chama Valéria Conceição dos Santos Donner, mas tornou-se conhecida como Valéria Valenssa ou “a ex-globeleza”.

Hoje, aos 39 anos, a mulata carrega outro título: serva de Deus. Casada há 18 anos com o famoso designer gráfico Hans Donner, atualmente trabalha com ele na administração e coordenação de suas palestras ministradas dentro e fora do Brasil, e se dedica aos filhos João Henrique e José Gabriel Donner.

Valéria é evangélica desde 2004, ano em que viveu um período difícil ao ser dispensada pela Globo depois de 15 anos como símbolo do carnaval na emissora. Ela conheceu o amor e a verdadeira felicidade em Jesus, e afirma que não se imagina mais distante de Cristo.Como aconteceu a sua saída da TV Globo? Depois que nasceram os filhos a Globo decidiu escolher outra mulata.O que mudou em sua vida após essa fase? Tudo.

Primeiro porque pensava que estava preparada para enfrentar qualquer coisa, o que não era verdade. Pensava também que eu era insubstituível, e ninguém é. Naquele momento não esperava ser dispensada. Aprendi que o homem te coloca num pedestal e o próprio homem te tira dele. Mas com Deus tenho aprendido a andar nas alturas, conforme está escrito em Habacuque 3:19.Como e quando você se converteu a Jesus Cristo? Nessa fase em que a Globo me demitiu, em 2004.

Um dia estava em casa muito angustiada e triste. Lembrei de um convite que havia recebido algumas vezes, tratava-se de uma reunião de oração feita por funcionários da Globo, às segundas-feiras, no horário de almoço. Resolvi aceitá-lo e lá tive um encontro com o Senhor Jesus Cristo.Conte seu testemunho. Sempre fui uma pessoa religiosa e tinha muita fé em Deus, mas não o conhecia.Quando a Globo me chamou para uma reunião e disse: “hoje você não é mais”, o mundo caiu ali pra mim. Fiz loucuras, coisas que hoje não faria. Eu estava 10 quilos acima do peso. Fiz plástica num período curto de dois meses, perdi 12 quilos. Meu filho tinha oito meses de idade. Virei escrava daquela situação, para provar para o homem que eu poderia alguma coisa. Eu esperei do homem ajuda.

Quando passei por esse momento delicado, cheguei a ficar deprimida, mas foi aí que Deus se revelou para mim e entrou de verdade em meu coração, transformando toda a minha vida. Não consigo me imaginar distante da presença de Deus.Percebo que minha história é marcada por muitos milagres. Hoje faço questão de testemunhar que sirvo a Deus. Isso está muito nítido na minha vida. Tenho visto o mover do Senhor. Estou caminhando há sete anos, com muita oração e pedindo muita sabedoria. Tenho dado testemunho em várias igrejas sobre a minha mudança de vida.O seu marido, Hans Donner, também é?Ainda não, mas não abro mão da minha promessa em Josué 24:15 “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor”. Ele tem visto o mover de Deus em minha vida.Você é mãe. Costuma levar seus filhos a igreja? Já falou de Jesus para eles? Sim, sempre. A Bíblia nos ensina em Provérbios 22:6 “Instrui o menino o caminho que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele”.

Ser evangélica fez você diminuir a preocupação com o corpo? Sim, de certa forma. Mas aprendi na Bíblia, em I Coríntios 6:19 que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, logo preciso ter zelo e cuidados com meu corpo e saúde.Como foi a recepção das pessoas à sua conversão, principalmente daqueles que te viam antes como símbolo sexual? As pessoas me vêem com carinho, dizem que sentem saudade. São elas que vão me ouvir falar de Deus. Desde o momento que chego num ambiente fico “ligada”.

Um dia precisei acompanhar meu marido num evento ligado a samba. Tudo depende da minha postura e do que vou falar, como me comportar, como me vestir. Eles dizem que hoje estou diferente. Temos que passar para as pessoas a diferença daqueles que servem a Deus e dos que não servem. Muitos sabem que estou na igreja, que não faço mais carnaval, mas o amor e o respeito dessas pessoas não mudaram.

Sempre busco a oportunidade de dizer que o que Deus tem feito na minha vida pode fazer na delas também.Você participa de projetos sociais? Sempre participei. E quando você faz não precisa falar, mostrar. Quando Deus chama, Ele tem propósito, é para pregar a Palavra. Antes eu era madrinha de ONG, cedia a minha imagem para buscar recursos.Hoje sou voluntária de uma ONG que assiste a mulheres carentes, mães abandonadas que criam seus filhos sozinhas. Dedico um tempo por semana para conversar, apoiar, falar sobre minha experiência de vida com Deus.

Por: Redação CPAD NewsVia: www.guiame.com.br http://www.guiame.com.br/v4/102486-1692--quot-N-o-consigo-me-imaginar-distante-da-presen-a-de-Deus-quot-diz-ex-Globeleza.html

sábado, 19 de março de 2011

PERTO DO REINO

Marcos (12.28-34) descreve um encontro de Jesus com um intérprete da lei, um escriba fariseu; o qual se aproximou de Jesus com o propósito de testá-Lo. Suas palavras demonstram uma altivez arrogante e muita prepotência; sem qualquer respeito e consideração para com o Senhor Jesus.

Era a postura costumeira de quem olha para o seu interlocutor como que examinando um candidato ao ministério da pregação do evangelho. Um “doutor” em teologia, um religioso que se deleitava com os acalorados debates sobre os detalhes da lei mosaica e suas inúmeras interpretações e acréscimos, algo comum às seitas heréticas. sobrecarregando e sufocando as pessoas com suas rigorosas e pesadas exigências, sem um mínimo de compaixão e misericórdia. Para os quais Jesus fez também tremendas repreensões e previsões. Mateus cita oito pronunciamentos de Jesus, começando com a frase “ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas” (Mt 23.13-36); culminando com uma frase das mais contundentes: “Serpentes, raças de víboras! Como escapareis da condenação do inferno” (Mt 23.33). Eram homens implacáveis na exigência da observância da lei cerimonial (como fazem algumas seitas atualmente), legalista. Impiedosos, julgavam as pessoas arbitrariamente, pois tinham autoridade política e jurídica para condenar as pessoas conforme as suas interpretação.

No texto que estamos estudando, depois de responder ao questionamento de um desses escribas, Jesus fez-lhe uma marcante declaração: “Não estais longe do reino de Deus” (Mc 12.34). Ou seja, você está perto do reino, mas ainda sem a posse dele; sem a garantia de entrar no reino de Deus. Perto do reino, mas sem salvação! Vejamos porque Jesus fez tal afirmativa.
Primeiro, não estava longe do reino porque ele tinha a oportunidade de se encontrar com Jesus e ouvi-Lo atenciosamente – v. 28a

Até mesmo reconheceu que Jesus havia respondido aos seus colegas religiosos com sabedoria e acertadamente, conforme a sua interpretação teológica. Em sua “sapiência” farisaica, observou que Jesus estava se saindo muito bem diante do interrogatório a que fora submetido por seus diletos colegas...

Esse homem nos faz pensar nas diversas pessoas que gostam de discutir religião, sobre as vantagens de se pertencer a determinadas seitas, ou denominações; se exaltam na defesa de seus pontos de vistas teológicos e doutrinários... E, no entanto, apesar de toda cultura bíblica alardeada, continuam caminhando para a eternidade sem Deus, sem a salvação em Cristo Jesus; não demonstrando com seus atos e palavras qualquer intimidade com Cristo, e nenhuma misericórdia para com o sofrimento alheio. Apenas acirradas críticas e censuras, sem amor e compaixão em seus corações.

Em segundo lugar, não estava longe do reino porque teve a oportunidade de interrogar a Jesus, tirar dúvidas, conhecê-Lo pessoalmente

Diz o texto que além de aprovar as palavras do Mestre divino, ele também procurou questionar a Jesus, talvez esperando ouvir alguma contradição ou algo que pudesse compromete-Lo publicamente (v.28b). Este homem é um autêntico representante de todos os religiosos; os quais fazem de tudo para conseguir mais adeptos, ou prosélitos, para melhor divulgarem suas igrejas e denominações. Sem qualquer compromisso com a verdade e a misericórdia divina e sem qualquer preocupação com o reino de Deus. Nem mesmo se importam em assegurar-se da salvação de suas próprias almas, muito menos daqueles a quem pretendem extorquir e manipular com seus próprios argumentos e pretensa sabedoria teológica. Aí, cada qual procura oferecer mais vantagens às suas concorridas “ovelhas”, ou vítimas. É um Super Mercado de ofertas de bênçãos de toda sorte para esta vida; é oferta de vitória sobre todo tipo de encostos; é sucesso e prosperidade financeira, saúde de ferro e o céu na terra. Não há mal que os resista; não há limite para as suas promessas!!!

Em terceiro lugar, ele não estava longe do reino porque era professor de Bíblia e demonstrou concordar com o ensino de Jesus

Até mesmo fez um elogio ao Senhor: “Muito bem, Mestre!” Como que a dizer-Lhe: “É isso aí Cara! Você está aprovado em Sua teologia, acertou mais uma vez. Ótimo, parabéns por suas respostas, gostei muito!” Apesar de toda empáfia, continuou apenas perto do reino. Contentava-se com seus dogmas e doutrinas religiosas, seus conceitos e preconceitos sobre Deus e o Seu reino. Não se humilhou diante do Salvador, não se arrependeu de seus pecados, não foi salvo por Cristo. Não entrou no reino, apesar de chegar tão perto. Como escreveu o apóstolo Pedro: “Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas; porquanto, proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro, prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção, pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor.

Portanto, se, depois de terem escapado das contaminações do mundo mediante o conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, se deixam enredar de novo e são vencidos, tornou-se o seu último estado pior que o primeiro. Pois melhor lhes fora nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado. Com eles aconteceu o que diz certo adágio verdadeiro: O cão voltou ao seu próprio vômito; e: A porca lavada voltou a revolver-se no lamaçal” (2Pe 2.17-22). Como disse Jesus, eles não estão longe do reino de Deus porque falam sobre o céu, usam a Bíblia Sagrada como base para suas heresias. Falam sobre o reino e até prometem as bênçãos do reino aqui na terra. Contudo, continuam apenas perto do reino, mas sem salvação, sem a plena comunhão com Deus através de Jesus Cristo; correndo o risco de ouvirem no dia do juízo as duras palavras a serem proferidos pelo Senhor: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mt 7.21-23).

Que tragédia! Que lástima, chegar tão próximo de obter o maior tesouro, a vida plena com Deus, e perdê-lo para sempre! Aquele homem contentou-se com seus conhecimentos teológicos. Sabia muito sobre Deus, sobre o ensino religioso nas escolas e sinagogas; era um mestre em religião, mas não conhecia Deus pessoalmente o Mestre por excelência, não foi salvo, porque o próprio Senhor Jesus afirmou: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.3). Ele não conhecia nem reconhecia Jesus como único e suficiente Salvador. Foi para eternidade sem Cristo e sem salvação, apesar de toda a sua religiosidade.

Que tristeza e que decepção para alguém como ele ao chegar diante do tribunal de Cristo após a morte! Que isto nos faça pensar em nossa própria situação: Estamos nos contentando apenas com o fato de sermos religiosos, freqüentadores de igreja, líderes e professores da Escola Bíblica Dominical, ou mesmo ensinando em Seminários cristãos; porém, vivendo apenas perto do reino, mas sem salvação? Nos contentamos em receber mensagens bíblicas de conforto e fazermos parte de uma família cristã? Ou já nos asseguramos de nossa entrada no reino de Deus e queremos desenvolver cada vez mais nossa intimidade e comunhão com o Senhor da Glória? Pensemos seriamente nisto, enquanto há tempo!

Vanderlei Faria
pastorvanderleifaria@yahoo.com.br
www.mananciaisdevida.blogspot.com

COM ALEGRIA E ENTUSIASMO

"Cantai ao SENHOR, porque fez coisas grandiosas; saiba-seisto em toda a terra" (Isaías 12:5).

Uma Missionária conta que, certa vez, descrevia o caráter amoroso do Deus dos cristãos para um grupo de mulheres chinesas. Enquanto ela retratava, com um entusiasmo santo, amisericórdia de Deus pelos pecadores e por todos os que sofrem, uma das chinesas se virou para outra, que estava a seu lado, e disse: "Bem que eu, frequentemente, lhe dizia que deveria haver um Deus assim."

A nossa ilustração mostra um detalhe interessante: a mulher chinesa, sem conhecer ao Senhor, já falava, com insistência,a uma amiga, sobre a possível existência de um Deus de amor e misericórdia.E o que dizer de nós, que conhecemos e provamos da bondade incomparável de Deus? Que dizer de nós, que, no dia em que abrimos o coração para o Salvador, tivemos os pecados perdoados e a vida transformada? O que dizer de nós, que outrora andávamos perdidos e sem alegria e hoje desfrutamosdas ricas e poderosas bênçãos do Senhor? Temos, também,compartilhado com todos a grande experiência que mudou orumo de nossos passos?

Tenho certeza de que aquela missionária, em terras chinesas,tinha motivos de estar entusiasmada com o que dizia. Não eram palavras estudadas ou decoradas, mas, a realidade do júbilo que enchia sua alma e seus dias. Ela amava ao Deus que a amava, ela obedecia ao Deus que a havia resgatado do pecado. Ela brilhava pela presença do Espírito do Senhor emsua vida.O que Deus faz é tremendo. Eu também estou entusiasmado. Não posso deixar de falar do Salvador, não posso deixar de cantar e glorificar o Seu nome. Não posso impedir que o mundo saiba o quanto eu sou feliz!

Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
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