quarta-feira, 17 de abril de 2013

CARREGANDO AS SACAS


"Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e
destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive
na prisão, e fostes ver-me" (Mateus 25:35, 36).


Chefe: "Ei, você! Por que está carregando apenas uma saca
enquanto todos os outros carregam duas?" Trabalhador: "Eu
não sei, chefe, eu acho que os outros sujeitos são muito
preguiçosos para fazer duas viagens como eu faço."


O trabalhador de nossa história parece esperto, mas, na
realidade, é o verdadeiro preguiçoso. Ele quer trabalhar
menos, quer deixar tudo por conta dos demais, e ainda é
capaz de achar que está correto e os outros errados.


Podemos até achar engraçado o texto, porém, muitas vezes, na
vida espiritual, fazemos o mesmo. Se a igreja precisa de
voluntários para um determinado ministério, deixamos que
outros se ofereçam. Se uma saída de evangelização está
programada, criticamos aqueles que não aparecem no dia
marcado, embora sejamos um dos que não vão. Se uma oferta é
levantada para o trabalho missionário, nos omitimos e, às
vezes, até preparamos uma saída providencial na hora do
recolhimento. Queremos que os outros "carreguem as sacas"
enquanto nós descansamos em nossa preguiça espiritual.


Quando a reunião é de oração, ficamos em casa para não
"carregar as sacas". Quando a reunião é para estudo da
Palavra de Deus, ignoramos por achar desnecessário tal
conhecimento. Mais uma vez, deixamos que outros irmãos
"carreguem as sacas". Se somos convocados para ajudar um
irmão em uma necessidade em sua casa, fingimos não entender
o problema e deixamos, assim, de "carregar as sacas".


Quando nos oferecemos para "carregar as sacas" estamos
servindo ao Senhor e alegrando o Seu coração. Ele nos disse
que, fazendo isso, ouviremos no dia final: "Vinde benditos
de meu Pai". E a nossa bênção será completa! E a nossa
felicidade não terá fim!

 

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terça-feira, 16 de abril de 2013

OS SETE BRADOS DO SALVADOR SOBRE A CRUZ – ARTHUR W. PINK (59)


“Está consumado”

6. Aqui vemos o cumprimento das exigências da lei.

 “A lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom” (Rm 7.12). Como poderia ela ser menos que isso, já que o próprio Jeová a tinha ideado e dado! A culpa não estava na lei, mas no homem que, sendo depravado e pecador, não a podia guardar. Todavia, aquela lei tem que ser guardada, e guardada por um homem, de modo que a lei pudesse ser honrada e exaltada, e justificado aquele que a deu. Por conseguinte, lemos: “Porquanto o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne; para que a justiça da lei se cumprisse em (não “por”) nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o espírito” (Rm 8.3,4).

A “enfermidade” aqui é aquela do homem caído. O envio do Filho de Deus na semelhança da carne do pecado (grego, corretamente traduzido pela versão Almeida Revista e Corrigida) refere-se à Encarnação: como lemos em uma outra escritura, “Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei” (Gl 4.4,5 ARA). Sim, o Salvador nasceu “sob a lei”, nasceu sob ela para que pudesse guardá-la perfeitamente em pensamento, palavra e obras. “Não cuideis que vim destruir a lei, ou os profetas: não vim abrogar, mas cumprir” (Mt 5.17); essa foi sua pretensão. Mas não apenas o Salvador guardou os preceitos da lei, ele também sofreu sua pena e suportou sua maldição.

Nós a tínhamos quebrado e, tomando nosso lugar, ele deve receber sua justa sentença. Tendo recebido sua pena e sofrido sua maldição, as exigências da lei são completamente atendidas e a justiça é satisfeita. Por conseguinte, está escrito a respeito dos crentes: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós” (Gl 3.13). E outra vez: “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). E outra vez ainda: “Pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm 6.14).

“Livres da lei, Ó feliz condição!

Jesus abençoa e há remissão.

Amaldiçoados pela lei e mortos pela queda,

A graça nos redimiu de uma vez por todas.

  

pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

MERGULHANDO COM SEGURANÇA


"Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o
teu Espírito Santo" (Salmos 51:11).


Alguns mergulhadores enveredam pelo profundo do mar, sem o
cuidado de verificar corretamente seu equipamento de
mergulho. De repente, a borracha de ar se desprende, ou o
tanque esvazia e acabam sufocados, sem poderem retornar à
superfície.


Muitas vezes nós, cristãos, filhos do Deus Altíssimo, cremos
que podemos "mergulhar" no mundo de enganos que nos cerca,
julgando que temos ar suficiente para poder voltar à
presença do Senhor. Nem sempre isso acontece e, o mais
provável, é que nos falte o ar do Espírito de Deus e
acabemos sendo sufocados pelo pecado.


Quando caminhamos por nossa própria conta, julgando que não
dependemos de ninguém e que sabemos entrar e sair de
qualquer situação, seja ela fácil ou difícil, corremos o
risco de perder o rumo, de não achar mais o caminho e de não saber voltar.
Deixamos Deus de lado, abrimos mão de Sua companhia e
sofremos a consequência de nossa imprudência.


Assim como o bom mergulhador não entra no mar sem estar
ciente de que tudo está perfeito e que poderá mergulhar com
segurança, devemos também segurar nas mãos do Senhor, vestir
todos os equipamentos que nos garantirão proteção -- oração,
estudo da Palavra, obediência à direção do Espírito, fé de
que em tudo seremos mais que vencedores -- e então poderemos
sair e retornar, sem o susto de perder o ar espiritual no
caminho. Eu quero mergulhar em segurança, quero andar na
presença do Senhor, não quero ficar um minuto sequer sem o
ar do Espírito Santo em minha vida. Eu quero agradar ao meu
Deus, quero ser uma bênção em Suas mãos, quero glorificá-lo
em tudo que fizer.


Você tem verificado sempre o seu equipamento de mergulho
espiritual?




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segunda-feira, 15 de abril de 2013

OS SETE BRADOS DO SALVADOR SOBRE A CRUZ – ARTHUR W PINK (58)


“Está consumado”

 
5. Vemos aqui o fim de nossos pecados.

 Os pecados do crente — todos os seus — foram transferidos ao Salvador. Como diz a escritura: “O Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6). Se Deus pois lançou minhas iniquidades sobre Cristo, não mais estão elas sobre mim. Há pecado em mim, pois a velha natureza adâmica permanece no crente até a morte ou até o retorno de Cristo, caso ele venha antes que eu morra, porém, não há mais pecado algum sobre mim.

Tal distinção entre pecado EM e pecado SOBRE é uma distinção vital, e deve haver pouca dificuldade em sua apreensão. Se eu dissesse que o juiz deu a sentença sobre um criminoso, e que esse está agora sob sentença de morte, todos entenderiam o que eu quis dizer. Da mesma forma, todos fora de Cristo tem a sentença da condenação divina que repousa sobre si. Porém, quando um pecador crê no Senhor, recebe-o como seu Senhor e Mestre, ele não mais está “sob condenação” — o pecado não mais está sobre si, ou seja, a culpa, a condenação, a pena do pecado, não mais está sobre ele. E por quê? Porque Cristo levou nossos pecados em seu próprio corpo sobre o madeiro (1Pd 2.24).

A culpa, a condenação e a pena de nossos pecados foram transferidas ao nosso substituto. Em consequência, porque meus pecados foram transferidos a Cristo, eles não mais estão sobre mim.  Essa preciosa verdade foi contundentemente ilustrada nos tempos do Antigo Testamento em conexão com o Dia Anual da Expiação em Israel. Naquele dia, Arão, o sumo sacerdote (um tipo de Cristo), dava satisfação a Deus pelos pecados que Israel cometera durante o ano anterior. A maneira como isso era feito está descrita em Levítico 16. Dois bodes eram tomados e apresentados diante de Deus à porta do tabernáculo: isso era antes que qualquer coisa fosse feita com eles: isso representava Cristo apresentando-se a Deus, oferecendo para entrar neste mundo, e ser o Salvador dos pecadores. Um dos bodes era então escolhido e morto, e seu sangue era levado para dentro do tabernáculo, no interior do véu, no Santo dos Santos e, ali, era espargido perante e sobre o propiciatório — prefigurando a Cristo oferecendo-se como um sacrifício a Deus, para satisfazer às exigências de sua justiça e aos requerimentos de sua santidade.

Lemos então que Arão saía do tabernáculo e punha ambas as mãos sobre a cabeça do segundo bode (vivo) — significando um ato de identificação pelo qual ele, o representante de toda a nação, identificava o povo com o animal, reconhecendo que seu destino era o que seus pecados mereciam, e que, hoje, corresponde às mãos da fé, segurando Cristo e identificando a nós mesmos consigo em sua morte. Tendo posto suas mãos na cabeça do bode vivo, Arão agora confessava sobre ele “todas as iniquidades dos filhos de Israel, e todas as suas transgressões, segundo todos os seus pecados, e os porá sobre a cabeça do bode” (Lv 16.21). Desse modo, os pecados de Israel eram transferidos ao seu substituto. Finalmente se nos diz: “Assim aquele bode levará sobre si todas as iniquidades deles à terra solitária; e enviará o bode ao deserto” (Lv 16.22). O bode que carregava os pecados de Israel era introduzido num ermo inabitado, e o povo de Deus não mais via, nem ele nem seus pecados! Tipificando, isso era Cristo introduzindo nossos pecados em uma terra desolada onde Deus não estava, e ali dando um fim a eles. A cruz de Cristo, pois, é o túmulo de nossos pecados!

 

pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

 

SUCESSO COM DERROTA OU FRACASSO COM VITÓRIA?


"Esperei com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para
mim, e ouviu o meu clamor" (Salmos 40:1).


"Eu prefiro ser derrotado em uma causa que eu sei que um dia
poderei triunfar a triunfar em uma causa que eu sei que um
dia poderei fracassar" (Wendell L. Willkie).


A vida espiritual é um desafio de fé. É preciso que
confiemos em Deus para todos os nossos propósitos. É
necessário que estejamos dispostos a subir degrau por
degrau, com paciência, com determinação, com a certeza de
que o Senhor está dirigindo cada um de nossos passos. É
indispensável que estejamos dispostos a levantar após cada
queda, a recomeçar após uma decepção, a não desistir mesmo
que os fracassos sejam muitos.


Precisamos ter o discernimento da vontade de Deus. Devemos
buscar sua graça e unção em tudo o que fazemos. A vontade do
Senhor deve ser soberana e não devemos nos deixar
influenciar por falsas aparências. Uma vitória rápida pode
significar uma derrota total e um fracasso inicial pode ser
o começo de um caminho de vitórias. Tudo depende de nossa
confiança plena em Deus.


Muitas vezes nos queixamos por um empreendimento não dar
certo, por um negócio não prosperar, por um sonho não ser
realizado. Porém, ao virar a primeira esquina de nossa vida
espiritual, vemos as mudanças acontecerem, vemos os
primeiros resultados aparecerem, ouvimos o nosso Deus nos
dizer claramente: "Viu? Para que a impaciência? Por que
sofrer por antecipação? A sua vitória já estava determinada
desde o início!"


Uma vitória muito rápida pode nos fazer esquecer do Deus da
vitória e, dessa forma, nos afastar dEle. Uma momentânea
decepção nos aproxima mais do Senhor, nos faz caminhar em
Sua presença e, com toda certeza, nos garantirá o sucesso e
a felicidade.


Confie em Deus, tenha paciência e sua bênção logo chegará.


Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!
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