terça-feira, 21 de maio de 2013

TENDE BOM ÂNIMO


 

“Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres.  Disse isto para significar com que gênero de morte Pedro havia de glorificar a Deus. Depois de assim falar, acrescentou-lhe: Segue-me” (Jo 21.18-19).

 
Nesses dias quando predomina a mensagem da tão propalada  Teologia  da Prosperidade, quando todo tipo de sofrimento é tido como atuação demoníaca, e, portanto, algo a ser expulso, rejeitado pelo crente, a Palavra de Deus no texto acima parece uma contradição absurda e contundente ao amor de Deus revelado em Cristo Jesus. Entretanto, em momento algum a Bíblia menciona que  aquele que crê em Deus ficará livre das tribulações.

 
Ao contrário, o próprio Senhor, que  sofreu até à cruz, afirma categoricamente: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Ele não diz que os que não creem terão que enfrentar tribulações, nem mesmo se refere aos ímpios; mas Ele está falando com aqueles que são Seus discípulos, como confirmou Seu apóstolo, Paulo, mais tarde:  “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).

 
Não há como negar essa doutrina, não se pode torcê-la de acordo com a vontade humana. Assim é que Deus falou, e tá falado!

 
Talvez alguém diga, mas isso é fatalismo, fundamentalismo ou qualquer outra coisa. Mas é o que afirma a Palavra de Deus, sem mais nem menos. Essas são conclusões inevitáveis para quem atenta para o que a Bíblia diz. Entretanto, creio que todo tipo de sofrimento tem pelo menos duas causas básicas: Conseqüência do pecado e a glória de Deus. Para tanto basta pensarmos em dois textos: Jo 9.3 e ll.4. Leia os textos e tire suas próprias conclusões.

 


Pr. Vanderlei Faria

pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

QUEM DEVE APARECER MAIS?


"É necessário que ele cresça e que eu diminua" (João 3:30).


Um homem escreveu para sua casa dizendo que havia estado em
uma grande cidade e que tinha tido oportunidade de ouvir
dois grandes pregadores, um pela manhã e outro à noite. Ele
contou que pela manhã ouviu o Pastor B e na reunião da noite
ouviu o Pastor S. "Eu fiquei impressionado com ambos. Dr. B
é um grande pastor, mas, Dr. S tem um maravilhoso Salvador."


Que tipo de impressão causamos aos que nos ouvem ou nos
conhecem? Costumamos priorizar aquilo que somos ou aquilo
que de Deus temos recebido? Estamos sempre buscando bênçãos
ou procurando ser bênçãos para os demais? Queremos que
nossas virtudes apareçam ou que o Senhor Jesus Cristo
apareça em nós?


Não estamos errados quando tentamos mostrar nosso preparo,
nossa capacidade e realizações. É para isso que vivemos --
para crescer, realizar sonhos, alcançar vitórias. Mas,
quando deixamos a glória de Deus brilhar em nossas vidas e
quando procuramos realçar aquilo que o Senhor faz em nós e
através de nós, não apenas testificamos de nosso regozijo
como proporcionamos a oportunidade de outros se alegrarem da
mesma forma que nós.


A motivação principal do bem que fazemos deve ser mostrar o
grande amor de Deus. Nossos exercícios de fé e confiança
nada mais são do que o proclamar do grande poder do Senhor.
A firmeza de nossa esperança é uma pregação viva de que tudo
é possível para aqueles que em Cristo confiam.


Provavelmente, muitos ficarão empolgados com o seu êxito
pessoal e serão estimulados a prosseguir em suas tentativas
de conquistas. Mas, certamente, o alcance do brilho do
Senhor em sua vida não só motivará a muitos como também
edificará vidas, fortalecerá lares, transformará o mundo.


A primeira opção fará de você uma pessoa muito feliz neste
mundo; a segunda, estenderá esta felicidade por toda a
eternidade.




Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!

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Escuro Iluminado

segunda-feira, 20 de maio de 2013

DEU CERTO!


_ “Deu certo!”, disse Jêniffer, uma linda e robusta menina de nove anos, assim que cheguei  à sua casa. É que dias antes ela havia pedido oração para sua “ex-amiga”. Da outra feita, assim que cheguei para o culto que seria realizado na casa da avó, Lúcia, Jeniffer, fez o seguinte pedido de oração:

­_ Pastor, quero  que o senhor faça uma  oração para aquela menina ali, disse ela apontando para uma menina mais forte e mais velha  que ela.

Perguntei-lhe o por quê de seu pedido, e ela só  disse que era  uma menina  muito “encrenqueira.” Depois fiquei sabendo que aquela menina, vez por outra, agredia, batia muito na Jeniffer. Surpreso e feliz por seu espírito de perdão e mansidão para com aquela sua colega-inimiga, mencionei seu pedido de oração naquele culto e oramos  para que Deus atendesse o seu pedido. Antes, porém, disse para que ela mesma orasse a Deus nesse sentido, porque Deus  ouve  a  oração das crianças também. Ela ainda acrescentou que Deus ouve mais a oração das crianças do que a dos adultos. E orou! Cerca de  um mês após aquela oração, voltei à sua casa. Quando o pai dela parou o carro perto de mim, jeniffer desceu feliz e foi logo dizendo: Pastor, deu certo!  Aí, disse que  sua amiga fizera as  pazes com ela e que agora estava  tudo bem. Que bom quando uma criança tem esta  percepção de que  a oração dá certo, que funciona, que Deus respondeu sua oração!

Fiquei feliz pela Jeniffer, e feliz em poder compartilhar de sua alegria nessa experiência de oração. Na verdade, sempre dá certo  a oração do justo. Deus ouve, Deus vê, Deus responde, Deus age. Embora saibamos que Deus é soberano e que não depende de nossa oração para agir no mundo, ainda  assim Ele nos  concede a graça maravilhosa de nos permitir fazer parte  de Suas realizações.

Esta é uma das  bênçãos da oração, nos sentirmos  envolvidos na atuação sobrenatural, divina.  Não há explicação  para tal, apenas gratidão e exaltação ao Senhor  por Sua  infinita graça e misericórdia. De fato o Senhor a cada dia confirma a Sua  Palavra santa: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5.16).

E quando somos  procurados por alguém que  nos pede perdão, não nos compete questionar os motivos e a maneira  como nos é apresentado tal pedido. Cumpre-nos  o dever de liberar o perdão e deixar a questão, quanto o ser ou não legítimo o pedido, com Deus e a pessoa. Não nos compete analisar as razões do coração alheio. Isto  é problema  de Deus com a pessoa. A nós, porém, cumpre o dever de perdoar. É o que Jesus nos ensina (Mt 18:15-18).

 

 

Pr. Vanderlei Faria

pastorvanderleifaria@yahoo.com.br

COMEÇAR TUDO NOVAMENTE


"E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos
esfriará" (Mateus 24:12).


Descrevendo os cristãos do primeiro século para o Imperador
romano Hadrian, Aristides disse: "Eles amam um ao outro.
Eles nunca deixam de ajudar as viúvas e nem de salvar os
órfãos daqueles que os feriram. Quando eles têm alguma
coisa, oferecem, com alegria, para os que nada tem. Se eles
vêem um estranho, como se fossem irmãos verdadeiros, os
levam para casa. Eles não se consideram irmãos e irmãs na
forma habitual, mas pelo Espírito, em Deus."


O que nos falta, hoje, para que vivamos o amor verdadeiro
ensinado pelo Senhor Jesus? Por que não conseguimos reviver
os tempos da igreja primitiva? A Palavra de Deus é a mesma,
a unção que ela passa é a mesma, o Senhor da Palavra é o
mesmo, só nós somos diferentes!


Está na hora de voltarmos ao início de tudo! Está na hora
de, verdadeiramente, abrirmos o coração para o Senhor! Se o
mundo é enganoso -- não somos do mundo! Se o ódio e a
maldade têm se espalhado por todos os lugares -- em nós
habita o amor de Deus! Se os interesses materiais tomaram
conta das vidas e até de algumas igrejas -- nós somos
espirituais, filhos de Deus, lavados pelo sangue de Jesus na
cruz! Se as almas estão perdidas -- nós não estamos mais!
Fomos achados e transformados pelo Espírito Santo do Senhor!


E qual a nossa tarefa, então? O que Deus espera de nós?
Precisamos dar um basta na situação. Precisamos dar o
primeiro passo para uma mudança total. Precisamos iluminar o
mundo envolto em trevas para que nele comece a resplandecer
a luz de Cristo, nosso Salvador.


Somos cristãos diferentes daqueles descritos por Aristides?
Não! O Deus daqueles cristãos é diferente do nosso? Não! A
vontade do Senhor para nós é outra, por estarmos em uma
época diferente? Claro que não! E o que estamos esperando?
Que o nosso irmão comece a viver diante do altar do Senhor?
Que a outra igreja comece a proclamar a verdadeira Palavra e
ensinos do Senhor?


Creio que a resposta de cada um de nós deve ser a mesma: "A
mudança deve começar por mim."



Paulo Roberto Barbosa. Um cego na Internet!

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Escuro Iluminado

domingo, 19 de maio de 2013

LEVANTA-TE!


“Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: levanta-te!” (Lc 7.14).

O texto nos conta a história de um milagre realizado por Jesus. Os que presenciaram tal fato ficaram estupefatos, e, unânimes, glorificaram a Deus pelo ocorrido: Lc 7.15-17.  Entretanto, milhões de pessoas já experimentaram milagres semelhantes a este e todos os dias Deus está efetuando a obra  de ressurreição de mortos.

 

A Bíblia diz que Ele, o Senhor, é quem nos deu vida, nos tirou e nos libertou de entres os mortos: Ef 2.1-7. E mais à frente Paulo lança  um desafio aos efésios que se achavam como que num estado de letargia mental e espiritual.

 

A maioria dos crentes hoje em dia está vivendo como se o viver cristão se constituísse na busca de bênçãos materiais, riquezas e prosperidade. Por outro lado, há aqueles que acham que a Igreja de Jesus só é importante e relevante nos momentos de dificuldades e aflições. Cabe a nós alertarmos aos crentes acomodados e aos não crentes, que só procuram a igreja na aflição, que ser crente envolve o sofrimento, perseguição; mas, com os sofrimentos  vem também a consolação do amor de Deus por nós.

 

Deus o Espírito Santo foi concedido à Igreja com um propósito específico: a fim de sermos testemunhas. No livro de Atos vemos a igreja crescendo explosivamente na comunhão, na perseverança, etc. Mas, enquanto não veio a perseguição sobre  o povo de Deus (At 8), a igreja não  se deu conta de sua missão no mundo, qual seja a de fazer discípulos.  Vindo a perseguição, os crentes foram obrigados a sair de sua comodidade pelo mundo a fora, pregando e testemunhando de Cristo Jesus.

 

A igreja de Cristo não pode  se acomodar no seu status quo, não pode se contentar em buscar os seus próprios interesses, sua própria realização; não pode  apenas contentar-se com o bem estar pessoal de seus  filiados, com a prosperidade material daqueles que são seus.

 

Vida cristã real não significa apenas vida religiosa. Creia, não  existe vida abundante sem intimidade  e comunhão com o Senhor da vida!

Portanto, não continue vivendo ou vegetando como um morto ambulante. Ouça a ordem divina, seja você jovem, adulto ou criança: "EU TE MANDO: LEVANTA-TE!

 

 

Vanderlei Faria

pastorvanderleifaria@yahoo.com.br