sábado, 13 de novembro de 2010

QUÃO SUAVE É QUE OS IRMÃOS VIVAM EM UNIÃO

Sl. 133 “1 Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.2 É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. 3 Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre”.

Diante do volume de atividades e informações que vivenciamos a cada dia, ouvíamos com mais frequência as afirmativas: “Pastor não tive tempo de ir à igreja" ou "não deu Pastor, estava muito ocupado naquele dia". Outros dizem: A semana foi muito puxada e não deu para ir, pois, estava muito cansado.

A Bíblia diz que é inútil o homem se levantar de manhã e dormir muito tarde tentando ganhar a vida, pois, se Deus não nos agraciar tudo será em vão. Mas foi-nos passada a idéia que tudo depende do nosso esforço e este esforço atualmente não pode ser menos do que 110%. Creio que o esforço é necessário em tudo o que fazemos, mas sem a graça de Deus tudo será vaidade, que pela Bíblia é correr atrás do vento. Outros procurando encontrar alívio psicológico e acalmar suas emoções e sentimentos se prostram diante da televisão e depois dizem aliviados: Assisti ao programa tal do pastor tal, foi uma bênção.

Tudo isso pode parecer razoável, mas não substitui o culto prestado a Deus no ajuntamento solene da comunidade de fé. Hoje em dia já estão vendendo kit para Ceia do Senhor e já tem igreja incentivando a participação da Ceia via televisão como se isso fosse bíblico. Como instituição a Ceia é da igreja local e somente deve ser praticada dentro da comunhão da igreja. Para os Batistas não existe Ceia isolada, ela é para os santos na comunhão da comunidade da fé. Ninguém deve praticar tal ordenança/sacramento isoladamente.

A Palavra de Deus nos incentiva a estarmos juntos, presentes e participantes dos cultos a Deus. O salmista expressa com exatidão a comunhão dos santos. Ele diz que é bom e suave os irmãos viverem em união. Ele destaca o fato do frescor que essa comunhão proporciona, pois, usa a figura do orvalho de Hermon que desce sobre o monte de Sião.

Quando não damos valor ao culto a Deus, realmente não damos valor a Deus. É no culto que Deus nos fala e abençoa. A Palavra é pregada e isso desencadeia libertação e crescimento. Deus se entroniza o meio dos louvores do seu povo (Sl. 22:3) e a comunhão dos cristãos é vivida com propriedade.

Não devemos praticar economia de comunhão. Comunhão deve ser vivida com eloquência, fartura e fluidez. Quanto mais melhor e quanto melhor mais deve ser o seu fluir. Estamos impondo sobre nós e outros uma dieta extravagante de comunhão. Estamos empobrecendo a vida da igreja.

Necessário se faz romper com hábitos negativos que nos afastam dos cultos a Deus. Precisamos priorizar os cultos a Deus e não deixarmos para quando der. Essa postura cobrará juros altíssimos dos cristãos que assim agem. Quando precisarem da firmeza da fé, do incentivo da Palavra, do poder do Espírito Santo, poderão se surpreender com suas fraquezas, indiferenças, friezas e mornidão espiritual.

O Salmos nos diz que ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.
Ali na comunhão dos santos.
Que possamos renovar nossa dedicação ao Senhor e honrá-lo no meio da congregação dos santos.

Soli Deo Gloria
Pr. Luiz Fernando R. de Souza

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